O tribunal decidiu absolver os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi em "virtude do direito divino de liberdade de pensamento e de liberdade de imprensa".

Os dois jornalistas foram absolvidos por defeito jurisdicional, já que, segundo os juízes, "os factos evidenciados no processo (a publicação dos documentos secretos) foram cometidos fora do âmbito do Vaticano".

Os dois jornalistas foram acusados no processo, que começou a 24 de novembro, por publicarem material confidencial procedente da extinta comissão investigadora dos organismos económicos e administrativos da Santa Sé (COSEA).

Naquela comissão trabalhavam os outros três elementos processados no âmbito daquele caso, nomeadamente o sacerdote espanhol Lucio Vallejo, a antiga relações públicas Francesca Chaouqui e o secretário-executivo, Nicola Maio.

Em concreto, os jornalistas eram acusados de cooperação na divulgação de documentos reservados da Santa Sé.

No âmbito daquele processo, o sacerdote espanhol foi condenado a 18 meses de prisão por divulgação de documentos confidenciais e a relações públicas a 10 meses de prisão.

MSE // JPS

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