Num comunicado enviado à agência Lusa, a Visa Europe explica ainda que está a "trabalhar ativamente" com o banco português a investigar a situação, sublinhando que estão em "permanente vigilância" para qualquer assunto relacionados com fraude.

Hoje, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Dinheiro Vivo revelam que milhares de clientes da CGD foram confrontados com movimentos estranhos feitos com os seus cartões de crédito, fraude essa detetada nos últimos dias, com clientes a serem surpreendidos com pagamentos que nunca fizeram, oriundos do Brasil.

"A fraude representa menos de 0,05 euros por cada 100 euros gastos na Europa e é importante realçar que as vítimas inocentes de fraude com cartões estão protegidas e vão receber de volta o seu dinheiro", explica em comunicado a Visa Europe.

A Visa sugere que os clientes monitorizem regularmente as suas contas "revendo cuidadosamente os seus extratos e notificando rapidamente o seu banco na eventualidade de qualquer atividade anormal."

A Caixa Geral de Depósitos garantiu hoje que os clientes do banco que foram confrontados com movimentos fraudulentos feitos com os seus cartões de crédito 'VISA' não vão ser afetados pelo ocorrido.

"Os interesses dos nossos clientes não serão afetados por esta ocorrência", frisa a CGD, num comunicado publicado na sua página na Internet.

Na nota, é explicado que "foram identificados movimentos fraudulentos com cartões de crédito com origem no Brasil".

O mesmo documento esclarece que já foram desencadeados "procedimentos com vista a garantir a sua regularização, nomeadamente junto da rede internacional 'VISA', e que se encontram assegurados".

Em declarações à agência Lusa, fonte da CGD escusou-se a revelar quantos clientes foram atingidos, desde quando o problema aconteceu e os montantes envolvidos.

Segundo as edições dos jornais, nos últimos tempos têm surgido várias notícias nos meios de comunicação social brasileiros a darem conta de um novo método fraudulento, no qual os criminosos, identificando-se como empregados de uma instituição financeira, ligam para casa das vítimas a questionarem se fizeram determinadas compras.

Também a DECO, associação de defesa do consumidor, alertou hoje para os recentes casos de 'phishing' (forma de cibercrime) ocorridos em vários setores, em particular na banca e serviços de fornecimento de energia, sublinhando que a melhor defesa para os consumidores é "não serem apanhados na rede".

RCP // CSJ

Lusa/fim

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