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António Guterres falava na segunda-feira, na sessão de abertura da reunião deste ano da comissão das Nações Unidas para o estatuto da mulher, em Nova Iorque.

Para o secretário-geral da ONU, a educação das mulheres é uma forma de prevenir “os desafios que surgem do extremismo violento, das violações dos direitos humanos, da xenofobia e de outras ameaças”.

Na sua mensagem, o ex-primeiro-ministro português referiu-se indiretamente ao grupo extremista Estado Islâmico, que vende mulheres e raparigas como escravas sexuais, aos Estados Unidos, que pretendem proibir a ajuda a organizações internacionais que fornecem informações sobre abortos, e à Rússia, que quer avançar com uma nova legislação que descriminaliza algumas formas de violência doméstica.

“O mundo necessita de mais mulheres líderes, e o mundo necessita de mais homens a defenderem a igualdade de género”, afirmou, citado pela agência AP.