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O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Mark Toner disse que os EUA vão continuar a trabalhar com o Presidente interino, o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, e que aguardam a escolha dos sul-coreanos na eleição presidencial.

A destituição de Park “é um assunto doméstico no qual os Estados Unidos não tomam nenhuma posição”, disse Toner, acrescentando que cabe aos cidadãos da Coreia do Sul determinarem o futuro do seu país.

A aliança das duas nações “continuará a ser um alicerce da estabilidade regional e da segurança”, acrescentou Toner.

O Tribunal Constitucional ratificou hoje, por unanimidade, a destituição da Presidente da Coreia do Sul implicada num escândalo de corrupção e tráfico de influências.

A destituição já tinha sido aprovada em dezembro no parlamento, mas para ser definitiva tinha de ser ratificada pelo tribunal.

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias. Park Geun-hye, de 64 anos, tornou-se na primeira mulher a assumir a presidência na Coreia do Sul, a 25 de fevereiro de 2013.

Solteira e sem filhos, Park Geun-hye, filha do falecido ditador Park Chung-hee, dedicou grande parte da sua vida à política, desde que em 1974, com apenas 22 anos, assumiu o papel de primeira-dama depois de um terrorista norte-coreano ter assassinado a sua mãe, Yuk Young-soo.

Park Geun-hye pediu desculpas públicas várias vezes e admitiu que obteve ajuda de Choi para editar os seus discursos e no domínio das relações públicas, mas negou qualquer ato ilícito.

Várias figuras públicas foram detidas no âmbito do escândalo de corrupção, incluindo a confidente da Presidente, Choi Soon-sil, quadros de topo do governo e o herdeiro da Samsung Lee Jae-yong. Mas Park evitou até à data uma investigação direta graças à impunidade de que gozava enquanto Presidente.

Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades, afirmaram em comunicado.

A investigação conclui também que a Presidente estava a par da criação de uma lista negra de quase 10.000 artistas e profissionais do mundo da cultura críticos do Governo, concebida com o objetivo de cortar as sus vias de financiamento público e privado.

Em 2004, o então Presidente Roh Moo-hyun foi destituído pelo parlamento por alegada violação da lei eleitoral e incompetência, mas o Tribunal Constitucional restitui-lhe os poderes.