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Na segunda-feira, a DGS avançava apenas com um caso confirmado na fábrica da Maia e outros sete “em estudo”.

Um estudo ambiental, que incluiu a colheita de água em vários locais da fábrica, confirmou a “presença de colonização por bactérias do género Legionella” em torres de arrefecimento, referiu em comunicado.

Os administradores da empresa foram informados sobre os riscos e o funcionamento das torres suspeitas suspenso para a realização de tratamentos químicos de desinfeção, adiantou a DGS.

Para além destes dois casos, a DGS explicou que foram identificados mais seis casos de “doença dos legionários” que, de acordo com os inquéritos epidemiológicos, não podem ainda ser associados “à mesma fonte”.

“Neste contexto, os laboratórios do Instituto Ricardo Jorge, quer da área clínica quer ambiental, encontraram bactérias da mesma espécie: Legionella pneumophila, serogrupo 1 e, também, com o mesmo genótipo ST37 na água de uma das torres de arrefecimento e, até agora, apenas num doente internado com doença dos legionários que, entretanto, teve alta”, sustentou.

E acrescentou: “continuam os trabalhos de investigação analítica no Instituto Ricardo Jorge, tendo em vista confirmar ou infirmar a associação causa e efeito em relação às bactérias de origem ambiental e à doença.

A DGS revelou que, na madrugada de 14 de março, inspetores do Ambiente realizaram operações de fiscalização, ainda em curso, estando a ser tomadas todas as medidas adequadas à situação.

Os cidadãos residentes no concelho da Maia não precisam de adotar medidas adicionais, estando a DGS, juntamente com os serviços de saúde pública locais e regionais, as autoridades ambientais e o Instituto Ricardo Jorge a acompanhar a evolução da situação.

Em declarações hoje aos jornalistas, o presidente do conselho de administração da Sakthi Portugal admitiu a ocorrência em novembro passado de um caso de “doença dos legionários” num colaborador da empresa e a deteção em fevereiro daquela bactéria numa torre de refrigeração.

Desde então, assegurou, a empresa “reforçou” os procedimentos que já vinha cumprindo “há muito tempo” para “prevenir várias eventualidades”, mas as análises efetuadas “por empresas acreditadas” às várias torres de refrigeração sempre se revelaram negativas, não tendo o caso sido reportado à DGS ou à Inspeção-Geral do Ambiente.

Instalada na Maia há 45 anos, a Sakthi Portugal opera na área da fundição de componentes para o setor do automóvel e é detida a 100% pela Sakthi Índia, empregando cerca de 520 trabalhadores e tendo uma faturação anual de 35 milhões de euros.

A doença, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.