Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

"Abriu-se um período de sensibilidade social (...), há um clima de desanuviamento ao nível de um conjunto de matérias da governação", disse Carlos Silva em entrevista à agência Lusa, uma semana antes do XIII congresso da UGT, a decorrer no Porto e que o deverá reeleger.

O sindicalista considera que o atual Governo está comprometido em reverter um conjunto de medidas que foram gravosas para os trabalhadores, que foram impostas nos anos da intervenção da ‘troika’.

"Mudou muito o discurso e a prática" disse, salientando que, por isso, no último ano e meio, não têm havido muitos protestos de rua.

Carlos Silva defendeu que os grandes desafios do país são o crescimento e o emprego, para se conseguir mais justiça social.

"O grande desafio do país é o crescimento e o emprego, que andam de mão dadas, e mais justiça social. Não posso dizer que não há justiça social no país, mas tem que haver mais. Tem que haver capacidade de fazermos uma negociação coletiva mais robusta, envolvendo as empresas através do diálogo", disse.

Por isso, o líder da UGT vai aproveitar o XIII congresso da UGT, que se realiza nos dias 25 e 26, para lançar um repto aos representantes das confederações patronais.

"Vou desafiar os empregadores (...) para abrirem as portas ao movimento sindical", disse, acrescentando que não faz sentido a atitude ainda assumida por muitas empresas contra os sindicatos e a falta de disponibilidade para negociar melhores condições de trabalho.

Carlos Silva defendeu que a negociação e o diálogo social são fundamentais para o país e que os empregadores também têm de perceber isso e valorizar o papel dos sindicatos.

Quanto ao balanço dos quatro anos do seu primeiro mandato, deixa-o para o congresso.

Tal como matérias como o combate à precariedade, que considera ser um "trabalho que tem que ser feito", embora admita que a solução possa ter de ser faseada no tempo.