Vestindo um chapéu preto com orelhas de gato, a cantora Madonna discursou na manifestação, deixando uma mensagem de esperança: "O bem não ganhou nestas eleições [presidenciais, que deram a vitória a Donald Trump], mas ganhará no final".

"Estão prontos para agitar o mundo? Bem-vindos à revolução do amor", acrescentou.

Também a cantora Alicia Keys, numa onda de energia, elogiou a força dos manifestantes e cantou a música 'Girl is on Fire', enquanto a cantora Cher considerou que a subida de Donald Trump ao poder "deixou as pessoas mais assustadas do que alguma vez estiveram".

Anteriormente, as atrizes América Ferrera e Scarlett Johansson tinham deixado mensagens duras de resistência ao novo Presidente dos Estados Unidos.

"Têm sido tempos difíceis para ser tanto uma mulher, como imigrante, neste país. A nossa dignidade, os nossos direitos têm sido alvo de ataques", afirmou América Ferrera, descendente de primeira geração de uma família de imigrantes hondurenhos.

"Uma plataforma de ódio e de divisão chegou ao poder ontem [na sexta-feira]. Mas o presidente não é os EUA", acrescentou a atriz, que apoiou Hillary Clinton na corrida à presidência norte-americana.

Também a atriz Scarlett Johanson afirmou que não votou em Donald Trump, mas aproveitou para criticar a promessa do novo Presidente de acabar com os fundos públicos à organização sem fins lucrativos Planned Parenthood (Parentalidade Planeada).

“Há consequências muito reais e devastadoras à limitação do que devia ser considerado como um acesso a cuidados básicos de saúde. Para milhões de americanos, a Planet Parenthood é, muitas vezes, a única clínica de confiança e acessível para a garantir educação social, o aborto em segurança e serviços salva vidas”, disse.

Por sua vez, o realizador Michael Moore foi mais gráfico e apresentou a capa de um jornal sobre a tomada de posse de Trump.

"Lê-se que o presidente Donald Trump jura acabar com a carnificina americana. Pois nós estamos aqui para jurar acabar com a carnificina de Trump", afirmou o realizador, que assinou documentários como Farenheit 9/11.

Centenas de milhares de pessoas participaram hoje nos Estados Unidos – e em várias cidades espalhadas pelo mundo, como Lisboa, nas 'Marchas das Mulheres'.

Em Washington, a marcha atraiu várias celebridades, ao contrário do que se passou na sexta-feira, dia da tomada de posse de Donald Trump como 45.º presidente dos EUA.