Em causa estão obras que aguardam projeto, bem como empreitadas que terão de aguardar pela construção das novas linhas projetadas para a rede da Metro do Porto, especificou à Lusa fonte da empresa.

Na portaria publicada, que é assinada pelo ministro do Ambiente e pela secretária de Estado do Orçamento, lê-se que o Fundo Ambiental e a Metro do Porto estão autorizados a repartir “os encargos relativos a diversas obras de melhoramento”.

Quer ao Estado, quer à Metro do Porto caberá pagar cerca de 5,6 milhões de euros, o que totaliza uma verba global superior a 11 milhões.

Ainda este ano o Fundo Ambiental alocará, a estas obras, mais de 1,8 milhões de euros e a Metro do Porto montante igual. Em 2021, a verba a alocar por cada entidade é de 3,8 milhões.

A construção do edifício sede da Metro do Porto ou o ‘interface’ do Hospital de São João são algumas das obras elencadas.

Também a cobertura da estação da Senhora da Hora, em Matosinhos, ou o fecho do Poço das Camélias, na estação do Bolhão, são outras das empreitadas enumeradas na publicação em DR, que também refere a ligação da estação da Galiza ao hospital Centro Materno Infantil do Norte, uma obra associada à construção da futura Linha Rosa que ligará a Casa da Música à estação de São Bento.

A portaria menciona também a construção de uma esquadra para a PSP na estação da Trindade, projeto cujo objetivo é “criar um espaço dedicado à segurança nos transportes”, explicou fonte da Metro do Porto.

O espaço localizado em Guifões, concelho de Matosinhos, onde é feita a manutenção da frota de veículos da Metro do Porto também faz parte deste pacote de obras, estando previsto o melhoramento do parque fotovoltaico e a construção de um edifício.

Os mais de 11 milhões de euros servirão também para aquisição de novos equipamentos oficinais e visam o sistema de bilhética da Metro do Porto, bem como a renovação do parque de validadores e de máquinas de venda automática e outras intervenções ligadas à modificação de ‘layout’ das composições Eurotram.

Entre outros aspetos, são ainda mencionados melhoramentos na vigilância, comunicações rádio, gestão da obsolescência e sistemas informáticos e telefónicos e otimização e atualização de processos centralização, normalização e auditoria de processos.

O Fundo Ambiental custeará estes projetos “a título de apoio financeiro”, enquanto a Metro do Porto é descrita como “entidade responsável pela sua execução”.

A verba para este pacote de intervenções surge no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado em Conselho de Ministros.