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“É preciso deter Lee Jae-Yong à luz de uma nova acusação e novas evidências”, referiu, em comunicado, o porta-voz do tribunal.

Vice-presidente da Samsung Electronics e filho do presidente do grupo, Lee Jae-Yong, 48 anos, é acusado de ter pago cerca de 40 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de euros) em subornos à confidente da ex-Presidente Park Geun-Hye, Choi Soon-Sil, em troca de favores políticos.

Lee Jae-Yong já tinha sido interrogado várias vezes neste caso, que abalou o país e levou à destituição da Presidente.

Maior fabricante mundial de ‘smartphones’, que representa um quinto da economia sul-coreana, a Samsung está a tentar recuperar do problema do Galaxy Note 7, cujas baterias explodiam.

O escândalo está centrado em Choi Soon-Sil, amiga de 40 anos da Presidente, suspeita de ter usado pessoas para obrigar os grandes grupos industriais do país a “dar” quase 70 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros) a duvidosas fundações por si controladas.

A Presidente foi acusada de cumplicidade e de permitir que Choi se intrometesse em assuntos do Estado, sem ter qualquer título oficial.

Lee Jae-Yong tornou-se patrão de facto da Samsung, depois de o seu pai ter sofrido um ataque de coração em 2014.

Os investigadores estão à procura de provas para tentar provar que os pagamentos feitos pela Samsung foram usados para ter luz verde do Governo para a fusão controversa entre duas das suas entidades em 2015.

A fusão, que juntou a C&T e a Cheil Industries, foi denunciada por várias acionistas, que consideraram que a C&T foi deliberadamente desvalorizada.