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A irmã Lúcia, como era conhecida, foi uma das três crianças, juntamente com os primos Francisco e Jacinta Marto, que disseram ter visto a imagem da Nossa Senhora na Cova da Iria, em 1917.

A vidente viveu desde 1948 até à sua morte no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, depois de ter passado por vários conventos, em Espanha e em Portugal.

Das três crianças que testemunharam os acontecimentos de 1917, Lúcia teve uma vida longa, ao contrário dos seus primos, que morreram de pneumónica, em 1919 e 1920.

Lúcia nasceu em 22 de março de 1907, no lugar de Aljustrel, próximo de Fátima.

Tinha 10 anos quando disse ter visto, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria, juntamente com os primos Jacinta e Francisco Marto.

Foi a única dos três primos que alegava ter ouvido as palavras da Virgem.

Nos primeiros anos, a hierarquia católica revelou-se cética sobre as afirmações das três crianças e só em 13 de outubro de 1930, o bispo de Leiria tornou público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito.

A partir daí, o Santuário de Fátima, onde já existia a Capelinha das Aparições, ganhou expressão tanto em Portugal como no Mundo.

A irmã Lúcia vivia recatadamente. Foi o bispo de Leiria a sugerir que se dedicasse à vida religiosa e entrasse num colégio religioso para a proteger dos peregrinos e curiosos que a queriam ver.

Em 17 de junho de 1921, entrou no colégio das irmãs doroteias em Vilar, Porto. Professou como doroteia em 1928, em Tuy (Espanha), onde viveu alguns anos.

Em 1946, regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como carmelita em 31 de maio de 1949.

Escreveu dois volumes com as suas “Memórias” e os “Apelos da Mensagem de Fátima”, sendo da sua responsabilidade a “memória” das três partes do segredo de Fátima, que foi tendo várias versões ao longo dos anos.

A viver em clausura, foram poucos os contactos com o mundo, à exceção, por exemplo, dos bispos e do padre Luís Kondor, autor das “Memórias da Irmã Lúcia”.

Em 1991, quando o Papa João Paulo II visitou Fátima convidou a irmã Lúcia e falou com ela durante 12 minutos.

Em 13 de maio de 2000, o Papa João Paulo II beatificou Jacinta e Francisco Marto, em Fátima.

Lúcia está sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde 2006.

Três anos após a sua morte, em 2008, o papa Bento XVI dispensou o prazo mínimo de cinco anos para se iniciar o processo de beatificação de Lúcia, ainda a decorrer.