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Guilhermina Pimentel estava sentada num dos novos bancos de pedra que circundam o jardim. À Agência Lusa, disse que aquela zona, onde "costumava ir comprar flores para enfeitar a casa" quando "o marido era empregado nos comboios", está "diferente e mais bonita".

A única preocupação de Guilhermina são os bancos de jardim, "que se calhar vão ao ar”: “É o mais certo se não houver polícia perto", disse.

Mas, nem os 83 anos a impediram de sair de manhã de São Domingos de Rana (Cascais) para marcar presença no Cais do Sodré, que "está muito bonito e nem parece o mesmo".

Também Pedro Garcia, 28 anos, que há dez saiu do Alentejo rumo à capital, onde trabalha em consultoria, se deslocou ao Cais do Sodré com os amigos, "para passear, aproveitar o sol e ver como estava" a praça.

"Eu gostei, está muito mais bonito, há menos estacionamento, mas há mais espaço para as pessoas passearem, acho que está melhor do que antigamente", apontou, salientando que esta será uma zona a frequentar mais vezes com os amigos.

A Câmara Municipal de Lisboa assinalou hoje o fim das obras nos largos do Cais do Sodré e Corpo Santo, com concertos de Dead Combo e B Fachada, num investimento "abaixo dos 25 mil euros".

A par dos concertos, a festa - que começou pelas 14:00 -, contou também com bancas de artesanato no Largo do Corpo Santo e concertos com 'dj' residentes nos bares do Cais do Sodré.

No local, o trânsito está condicionado desde as 10:00, e assim ficará até às 22:00, sendo que as paragens das carreiras de autocarro que se iniciam e terminam no Jardim Roque Gameiro passaram para a Praça Duque da Terceira durante este período.

Para os automobilistas, o atravessamento para a Ribeira das Naus e para a rotunda do Cais do Sodré funciona normalmente.

As obras no Corpo Santo e no Cais do Sodré começaram no final de 2015, visando a reorganização do terminal de autocarros e de elétricos, mais espaços verdes e circulação pedonal e reordenamento do estacionamento, que sai da praça do Cais do Sodré.

O investimento foi cerca de 3,6 milhões de euros, afirmou hoje o presidente da Câmara, Fernando Medina, que considerou que esta constitui "uma das obras mais importantes e mais emblemáticas" para o município.

"Hoje é devolvida a todos para que possam usufruir do espaço público e circular com muito mais comodidade, conforto, e poder ter esta vista muito mais desafogada sobre o Tejo", disse Fernando Medina em declarações aos jornalistas.

Ainda há poucos meses, continuou, o espaço "era um parque de estacionamento, uma zona mal arranjada, pouco cuidada, e hoje é uma das zonas mais qualificadas da cidade de Lisboa".

Quanto à afluência de pessoas ao Cais do Sodré e Corpo Santo, Fernando Medina referiu que as pessoas "começam a frequentar, a utilizar e apreciar e sentem como seu, como se nunca tivesse sido de outro modo".

"Isso dá-nos uma grande alegria, depois de vários meses de dificuldade e de sacrifícios", apontou o presidente do executivo municipal de maioria socialista, acrescentando que "infelizmente não é possível fazer obras sem causar alguma perturbação", e agradecendo "a paciência das pessoas".

Os trabalhos continuam na Avenida 24 de Julho, onde irá nascer "um largo passeio, que vai permitir uma circulação pedonal muito ampla, e uma nova ciclovia". A Câmara estima que a esta artéria seja inaugurada "em abril, maio".