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A cerca de dois meses das eleições francesas, a candidatura de François Fillon vê-se à beira do abismo, devido a supeitas de desvios de fundos públicos que envolvem o candidato e a sua família. Alegadamente, Fillon terá usado dinheiro do erário público para pagar à mulher, Penelope Fillon, e aos filhos, salários por trabalhos que nunca chegaram a realizar.

Em comunicado, a Procuradoria Nacional Financeira francesa (PNF), que está encarregue do caso, defende que neste momento “o número de elementos reunidos não deixa antever um arquivamento”. A garantia da continuação da investigação foi dada pela procuradora Eliana Houlette, depois de ter recebido, nesta quarta-feira, o relatório da polícia anticorrupção.

Segundo a revista Le Canard echainé , Penelope Fillon recebeu cerca de 800 mil euros como assistente parlamentar do marido. É a soma total que auferiu entre os anos de 1988 a 1990 e de 1998 a 2002 num trabalho fictício, acusa a publicação . 

A estes números juntam-se outros 100 mil euros como conselheira literária na revista Revue des deux mondes, cujo dono é Marc Ladreit de Lacharrière, amigo de Fillon.

Apesar dos valores redondos, Frizzy Michel, que na altura liderava a publicação, defende que a esposa do candidato não trabalhou o suficiente para que possa ser vista como conselheira literária. Penelope Fillon “não enviou mais do que duas ou três notas de leitura”, afirma.

Mas os números não se ficam por aqui: Marie e Charles Fillon, ambos filhos do candidato, terão recebido uma verba total de 84 mil euros durante o período em que François Fillon foi senador, entre 2005 e 2007. Trabalharam como assistentes do pai: primeiro Marie Fillon, que chega a auferir um total de 57 mil euros e depois o irmão Charles, que a substitui e até julho desse ano recebe um total de 26 mil euros brutos.

Os números à volta do escândalo têm empurrado a candidatura de François Fillon para perto do abismo desde que a imprensa revelou os valores dos supostos empregos fictícios e desde que a PNF abriu uma investigação preliminar a 25 de janeiro. Se for indiciado, o candidato garante que abandona a corrida ao Eliseu.

Uma sondagem divulgada esta quinta pelo jornal francês Le Monde mostra que os resultados de Fillon estão em queda, conquistando 18,5% das intenções de voto. É um recuo de 6,5 pontos percentuais face ao mês de janeiro, não estando ainda assim afastada a hipótese de uma presença na segunda volta das eleições.

Marine Le Pen continua na frente, com os números a demonstrarem uma forte possibilidade de vencer à primeira volta. A candidata da Frente Nacional mantém os 26% das intenções de voto.