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No terceiro dia de luto nacional pela morte de Mário Soares, falecido no sábado com 92 anos, a Assembleia da República realizou uma sessão dedicada exclusivamente evocar a memória do ex-Presidente na qual foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar.

Nas galerias marcaram presença a família, amigos e colaboradores do histórico socialista, bem como funcionários do parlamento. O filho, o deputado do PS João Soares, sentou-se no seu habitual lugar, na penúltima fila da bancada socialista.

Foram vários os momentos em que deputados, membros do Governo e os presentes nas galerias se puseram de pé e aplaudiram o antigo Presidente da República, tendo a filha, Isabel Soares, agradecido desde o seu lugar nas galerias. A exceção aos aplausos veio apenas da maioria dos deputados da bancada do PCP, que apenas se levantaram mas não bateram palmas

"Muito obrigado Mário Soares", disse, emocionado, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, após o cumprimento de um minuto de silêncio em homenagem ao antigo constituinte e deputado, primeiro-ministro e chefe de Estado.

Nas telas colocadas no hemiciclo da Assembleia da República foram depois projetadas fotos de várias épocas da vida política do antigo Presidente, sob o título "Mário Soares no parlamento", ouvindo-se a voz do histórico socialista a fazer um juramento solene e tendo como banda sonora a "Marcha de Pompa e Circunstância", do britânico Edward Elgar.

No encerramento, a banda da GNR tocou desde os passos perdidos o hino nacional, que foi cantado pelos presentes.

Antes de ler o voto de pesar, Ferro Rodrigues disse que este era "um momento de particular emoção" e recordou os laços que sempre o uniram a Mário Soares, sublinhando " a saudade e a solidariedade com a família".

Os discursos mais aplaudidos foram mos das bancadas do PSD - da responsabilidade do líder parlamentar Luís Montenegro - e do PS, pela voz embargada e emocionada do seu líder parlamentar e presidente, Carlos César.

As palavras história, liberdade, ditadura e democracia foram uma constante nos vários discursos dos partidos, nos quais se enalteceu a memória, mas não se esqueceram as divergências políticas.