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“Não posso considerar que as entidades reguladoras, a começar pelo Banco de Portugal, funcionam bem, porque funcionam mal”, afirmou Rui Rio, na conferência “As Razões Internas da Crise”, em Coimbra.

O economista social democrata salientou que “não há dúvida nenhuma” que o Banco de Portugal “não esteve à altura das circunstâncias”.

“Isto é factual. Podemos agora divergir porque é que não esteve [à altura das circunstâncias] e atribuir responsabilidades a A e a B, mas que não esteve, não esteve, ao longo de anos e anos”, vincou Rui Rio, sublinhando ainda que também “a banca não esteve” à altura.

Durante a conferência, o ex-autarca do PSD defendeu também uma reforma do sistema político, considerando que se está perante um “regime esgotado por força” dos mais de 40 anos de idade, “de uma sociedade que mudou muito” e cujas mudanças o regime não conseguiu acompanhar.

Rui Rio considerou que o regime, com um tempo “exatamente igual ao do Estado Novo”, está “desgastado”.

“O Estado Novo chegou podre ao fim. Este não está podre, mas com sinais evidentes de disfunções”, notou, defendendo a necessidade de se fazer uma reforma do sistema político.

A partir dessa medida, será possível reformar a justiça, “que não tem capacidade para se auto-reformar”, e que “se calhar funciona ainda pior do que a política”, referiu.

Rui Rio falava para uma plateia composta maioritariamente por jovens da Coimbra Business School – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra, entidade organizadora da iniciativa.