NBA: dois profissionais de basquetebol, um DJ e um deputado antecipam uma final Warriors-Cavs

Carlos Andrade e Carlos Morais, basquetebolistas do Sport Lisboa e Benfica, DJ Kamala e o deputado André Pinotes Batista estiveram no Real Sports Bar, em Lisboa, à conversa e em direto no Facebook com Ricardo Brito Reis e Márcio Martins, especialistas em NBA e colaboradores do SAPO 24.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

À margem desse balanço do ano e de uma antevisão dos playoffs, que estão a decorrer, aceitaram fazer parte de uma sondagem feita a este universo de quatro vozes. O resultado? A final da NBA será disputada entre os Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors.

Carlos Andrade, veterano extremo do Benfica, sublinha que os Golden State, são a “equipa a abater neste momento”. Fã incondicional de Michael Jordan e da famosa equipa dos Chicago Bulls, virou, posteriormente, a sua paixão para “Kobe Bryant e os LA Lakers”. Atualmente, não torce por nenhum emblema em especial, embora se identifique com “Draymond Green”, dos Golden State. E talvez resida nesse facto a preferência pela vitória da equipa da Conferência Este.

Com o mesmo prognóstico de final entre “Warriors” contra os “Cavs”, DJ Kamala está do outro lado da barricada no que toca à escolha de quem deverá sagrar-se campeão. Embora assuma, em jeito de brincadeira, que gostava que fosse a equipa do coração, o Benfica, a vencer a NBA, mais a sério, apoia os Cleveland Cavaliers, da Conferência Oeste, porque é “fã de LeBron James”, que considera “um dos melhores de sempre”, embora não esteja “num patamar de um Kobe ou de Michael Jordan”.

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Sobre a atual disposição das duas conferências, Este e Oeste, é taxativo: “se os Clippers, Utah ou Spurs estivessem do outro lado da Conferência, os “Cavs” não iam à final de forma tão fácil”, reconhece.

Tendo crescido com a geração dos Chicago Bulls, de Michael Jordan e Scottie Pippen e com a equipa do Benfica de “Carlos Lisboa, Jean Jacques e Mike Plowden”, hoje assume-se somente como um fã do basquetebol ao mais alto nível. “Consigo ver qualquer jogo e usufruir da modalidade”, finalizou, adiantando ainda que, depois ter jogado no “Estoril-Praia e na ADO” na infância, tornou-se recentemente “praticante” de Fantasy League, algo que o “ajuda a estar bem por dentro da NBA”.

Quem também alinha com os “Cavs” é André Pinotes Batista. Antecipando uma ida à final com os Golden State, reconhece que a vitória pode, no entanto, “ir para os “Warriors”, atirou o deputado socialista eleito por Setúbal, que em Portugal assume uma preferência clubística tripartida: “sou do Sporting, mas no basquetebol torço pelo Galitos e pelo GDESSA do Barreiro, a capital do basquetebol”, frisou.

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Carlos Morais, basquetebolista angolano que representa o Benfica, colega de Carlos Andrade, assume-se de fora das preferências no que toca às duas equipas favoritas em cada uma das Conferências. E o seu coração está mais inclinado para os LA Lakers.

LeBron James, Kevin Durant e DeMarcus entre os mais votados para um cinco base

Despindo a pele de fãs e praticantes da modalidade e assumindo-se como treinadores de bancada, Carlos Andrade e Carlos Morais, bem como DJ Kamala e André Pinotes Batista, em resposta a um eventual cinco base mantiveram, também aqui, elevada dose de unanimidade.

LeBron James (Cleveland Cavaliers) e Kevin Durant (Golden State Warriors) reúnem a preferência de todos num eventual cinco base ideal para uma dream team [equipa de sonho] da NBA.

O poste DeMarcus Cousin (New Orleans Pelicans) só não recebe o aval do deputado socialista. O base Chris Paul (LA Clippers), por sua vez, merece a confiança de Carlos Morais e André Pinote.

John Wall (Washington Wizards), o base escolhido por DJ Kamala, o poste Rudy Gobert, internacional francês que atua no Utah Jazz, Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), com o aval do deputado socialista, ou o número 2, James Harden (Houston Rockets), eleito por Carlos Morais, são outros dos nomes que cabem neste cinco de sonho da NBA.

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Benfica favorito a vencer título: quem o diz é Carlos Morais e Carlos Andrade

À margem do resto da temporada na NBA, o campeonato nacional surgiu na conversa tida com o SAPO 24 pela boca dos dois profissionais da modalidade.

Reconhecendo que, este ano, o campeonato está “mais equilibrado” com equipas melhor apetrechadas, como seja o Galitos, Oliveirense ou Guimarães, ambos acreditam que o Benfica, clube que representam, sagrar-se-á campeão, apesar das dificuldades esperadas. “Não se pode dizer que seja um passeio”, refere Carlos Andrade, cabo-verdiano, internacional por Portugal.

“Não podemos pensar só na final porque temos um percurso até final”, alerta o base Carlos Morais, internacional angolano que este ano assinou um contrato de dois anos com as águias. Da equipa para o nível pessoal, quase a completar 39 anos (a 27 de abril), o gigante Carlos Andrade (1,97m) diz esperar pelo final da época para decidir. “Se me sentir bem e se o clube entender que ainda me enquadro, posso fazer mais uma época”, notou.

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Independentemente deste desfecho, olhando para trás, o atleta recordou os momentos-chave de uma carreira, desde que se tornou profissional na Portugal Telecom. “A chamada à seleção nacional, o europeu, os cinco anos na Queens University de Charlotte (Carolina do Norte), onde ainda tenho alguns recordes e os 'trial out' com equipas NBA, jogar na ACB (Liga espanhola), as passagens pelo Queluz, Alemanha e Porto”, faz tudo parte de um “percurso que envolve uma carreira”, disse. Faltou-lhe “ter jogado na Euroliga, Mundial ou Jogos Olímpicos, e pouco mais”, frisou.

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Estrela angolana, melhor jogador africano em 2013, aos 31 anos Carlos Morais, depois de ter representado somente dois clubes em Angola (Libolo e Petro de Luanda) e de quase ter sido escolhido pelos Toronto Raptors acalenta ainda o objetivo de vestir uma camisola da NBA. “Tenho hoje em dia agentes que trabalham nesse sentido”, adiantou.

Sobre o momento mais alto de uma carreira que começou aos 12 anos destaca-se a chamada à seleção nacional angolana pela mão de Mário Palma. “Foi o início de tudo. Era o 6º jogador e numa meia-final com a Nigéria marquei dois triplos, foi decisivo na vitoria. A partir daí as pessoas começaram a olhar para mim com outros olhos e que era um jogador a ter em conta”, recordou.