As 292 ‘startups’ apoiadas ao longo da década permitiram criar mais de 1.500 novos postos de trabalho, sendo que se trata de “um número significativo” para o município de Cascais e representa também “a dinâmica” do ecossistema empreendedor.

Em 2016, a agência de empreendedorismo DNA CASCAIS apoiou a criação de 27 novas ‘startups’, dos mais diversos setores de atividade económica, as quais representam um investimento global de dois milhões de euros e a criação de 86 novos postos de trabalho.

“Estes números representaram uma evolução face ao ano anterior, quando foram apoiadas 21 novas ‘startups’, segundo dados facultados à Lusa pela DNA CASCAIS, que apoia a criação de empresas inseridas nos mais diferentes setores de atividade, posicionando-se como “uma incubadora generalista”.

Em 2016, “não existiu um setor que se tivesse destacado em particular” e os projetos apoiados foram em áreas como turismo, saúde e bem-estar, indústrias criativas, tecnologia, comércio e serviços e empreendedorismo social.

Questionada pela agência Lusa sobre a mortalidade das ‘startups’ ao longo dos dez anos de atividade, a DNA CASCAIS respondeu que a taxa é de 25%, isto é, morre uma em cada quatro das novas ‘startups’ apoiadas durante o período de incubação (três anos).

No entanto, a agência esclareceu que “este número se deve ao trabalho desenvolvido junto dos empreendedores, nomeadamente ao nível de um bom trabalho na mitigação de riscos relacionados com o negócio”.

A DNA CASCAIS afirma que os casos de sucesso são muitos, dando como exemplos a Morphis Composites, que faz a produção de quadros de bicicletas para os triatletas portugueses; a Medbone, que desenvolve próteses com ossos sintéticos para 30 mil pacientes em todo o mundo; a Optimal que produz monolugares para a Fórmula 1; e a D-Orbit, que desenvolve sistemas de propulsão espacial para remoção de satélites inativos.

As perspetivas para este ano da DNA CASCAIS passam por dar continuidade ao que foi definido no seu plano estratégico e que consiste “numa DNA mais diversificada e interventiva”, com mais protagonismo no ecossistema empreendedor e mais internacional.