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“A sensação com que ficamos é que pouco interessamos para Portugal, quando as nossas remessas baixam aí é que é mau para o país”, disse à Lusa Vasco Abreu, conselheiro da comunidade por Joanesburgo.

O representante da comunidade recordou que a CGD está presente na África do Sul há cerca de 50 anos - inicialmente com o nome Banco de Lisboa -, e disse que ainda hoje é importante para a comunidade portuguesa e também lusófona (de Angola e Moçambique), até por ainda haver funcionários de balcão que falam português.

O presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, anunciou esta sexta-feira que no âmbito do plano de reestruturação do banco - acordado com a Comissão Europeia a propósito da recapitalização - será dada "prioridade" à saída de Espanha e da África do Sul. Neste país a CGD tem o Mercantile Bank.

Silvério Silva, conselheiro-chefe da comunidade durante 12 anos até ao ano passado, disse à Lusa que esta sexta-feira, mal saiu a notícia, teve vários telefonemas de pessoas preocupadas com o fecho do banco.

“É uma tristeza para nós, continuamos a não ter nada ligado a Portugal, que sentimos que seja nosso, português”, afirmou, considerando que é preocupante para clientes particulares mas também para empresas.

O português disse ainda que a comunidade já sofre desde que, em 2011, a TAP deixou de voar para a África do Sul e que a saída da CGD representa a saída de mais uma “empresa de bandeira”.

“Vão tirar-nos a última bandeira que temos aqui, qualquer dia tiram a embaixada e o consulado e não fica mais nada”, acrescentou Silvério Silva.

Na África do Sul vivem cerca de 400 mil portugueses e luso-descendentes.

O Mercantile Bank (África do Sul) deu lucros de 10,8 milhões de euros em 2016, semelhante aos 10,3 milhões de 2015. Já o Grupo CGD teve prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros o ano passado.