Uma comissão externa, estabelecida em fevereiro, concebeu um plano de resgate para a Takata em que propõe a empresa norte-americana Key Safety Systems, subsidiária da chinesa Ningbo Joyson Electronic, como porta-estandarte da operação.

Ao abrigo desse plano revelado hoje pelo diário económico japonês Nikkei, a Key Safety desembolsaria cerca de 200.000 milhões de ienes (1.650 milhões de euros) para criar uma empresa nova que adquiriria as operações da Takata, incluindo as de fabrico de 'airbags'.

A firma de investimento norte-americana Bain Capital ajudaria a obter os fundos para a operação, que realizar-se-ia depois de a Takata se declarar em queda e pedir proteção, especifica o mesmo jornal.

Os principais credores da Takata, entre os quais a Honda e a Toyota, já teriam encetado conversações com a Key Safety sobre as formas de reembolso dos custos milionários das chamadas à revisão de veículos por causa dos 'airbags' defeituosos do fabricante nipónico.

Mesmo que a Takata chegue a um acordo privado para reduzir as suas dívidas com alguns credores, os gastos adicionais deixariam à empresa um significativo passivo que desencadearia com o tempo a sua liquidação, indica o Nikkei.

Após a revelação destas informações, as ações da Takata não foram negociadas hoje em Tóquio, praça financeira onde permaneceram inalteradas desde o encerramento de quarta-feira, quando caíram quase 1% até aos 512 ienes (4,20 euros).

O defeito dos 'airbags' da Takata, detetado em 2014, localiza-se nos infladores, concretamente no encapsulado metálico onde se aloja a bolsa de ar, que pode abrir-se com demasiada força e projetar fragmentos contra os ocupantes da viatura.

O problema, que tem afundado as contas da empresa devido aos gastos milionários decorrentes da substituição dos dispositivos e sanções, foi associado a pelo menos 15 mortes e afeta veículos de mais de dez fabricantes.

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