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É um pouco como se houvesse um dia para celebrar o umbigo. Não é preciso, não faz falta porque está lá para todos, mais para dentro mais para fora, com mais ou menos cotão, mas toda a gente nasce com ele. A questão é que, ao contrário da mulher, o umbigo não foi menorizado pelos homens durante séculos. Aliás, antes tivesse sido ao umbigo porque este buraco agora é-nos tão útil como uma opinião do Pedro Arroja.

Por alguma razão que nem o ser mais inteligente do Universo consegue descortinar, alguns homens (muitos, tantos, demasiados, até porque mais que um já era demasiado) decidiram logo na caverna que a mulher era inferior a eles. E esta ideia lindíssima propagou-se de tal forma que ainda hoje há bandalhos – como o Trump, o eurodeputado polaco ou o Jorge Máximo – que acham que as mulheres não passam de vaginas com uma espécie de pessoa à volta, que são menos capazes e merecem ganhar menos, ou que quando são virgens são como as leis e servem para ser violadas.

Claro que parece mentira. Eu próprio acabei de retratar a forma como pensam esses três exemplares do mais medíocre que o homem pode ser e parece que estou a ficcionar. E devia estar. Pensamentos como “a mulher é inferior ao homem”, “os pandas são animais assassinos” e “o Pedro Chagas Freitas é bom escritor” deviam ser epítomes da mais louca ficção científica.

Mas não são. E é por isso que o Dia da Mulher tem mesmo de existir. Enquanto houver homens e mulheres que acham que um gajo que come muitas é um campeão mas se for o oposto é uma vadia sem honra, enquanto houver homens e mulher que acham normal a desigualdade salarial entre géneros, enquanto houver homens e mulheres que acham que as mulheres não devem conduzir, não sabem liderar, só servem para ser mães e limpar a cozinha, é imperativo que o Dia da Mulher exista.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

Dia da Mulher: Em vez de dar a importância ridícula que dão ao Dia dos Namorados, experimentem antes celebrar este dia, seja com amigas, mães ou avós.

Ir à Índia: Nem me façam falar da Índia porque eu já lá fui e sou apaixonado por aquele país. Mas deixo-vos só a sugestão de irem lá este mês porque é o mês do Holi Festival (sabem aquelas fotos da Índia cheias de pós de cores? É isso). Muito bonito.