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A não ser que se apanhe um enxoval de porrada tal que obrigue a ir ao hospital ou faltar ao trabalho, ou que seja uma maratona de porrada espaçada no tempo, na Rússia deixa de ser crime violentar fisicamente o ser inferior que é aquele pedaço de humanidade praticamente inútil, também conhecido como: “mulher”.

Antes de ser aprovado pelo humanista e lutador pela equidade social, Vladimir Putin, o projecto-lei foi aprovado por 385 deputados, num universo de 387. De notar que também votaram cerca de 50 mulheres que, apesar de terem ouvido um “ou votas a favor ou levas com esta matrioska de betão na tromba”, já se devem dar por contentes por serem deixadas entrar no parlamento para fingir que expressam a sua verdadeira opinião.

Atenção que a lei russa só permite uns chapadões e uns pontapés de vez em quando, também não vamos exagerar.

Para quando esta lei em Portugal?

Claro que é difícil legislar. Como é que se prova que uma mulher não está a exagerar e falta ao trabalho – no qual nunca tem as mesma oportunidades de carreira que os homens – apenas por três ou quatro lambadas bem assentes por ter pedido ajuda ao marido para pôr a mesa? Assunto delicado.

Mas o mundo está a progredir para o desprogresso e Portugal tem de acompanhar. Fechar fronteiras, recusar refugiados e imigrantes, discrimar racial e religiosamente, criminalizar aborto e eutanásia, usar cada vez mais violência e, claro, voltar a reduzir as mulheres à sua precária existência como mera ferramenta dos homens.

Voltemos todos à caverna e vivamos todos num lodo de merda que faz parecer uma reality show da TVI um programa de elevado grau cultural.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

Avenida Q: É das melhores coisas que já se fez em Portugal. Desde a adaptação do guião (original da Broadway) até à encenação e interpretação, é tudo maravilhoso. Sou suspeito por lá ter vários amigos de quem estou muito orgulhoso, mas juro que vale a pena irem. Teatro da Trindade. Pesquisem.

Revenge of The 90s: A verdade é que é estúpido estar a sugerir-vos isto, visto que já está esgotado. Mas vai ser um festão temático (música, roupas, animações e até o espaço onde acontecerá) e quem não tiver já o bilhete, bem pode chorar e esperar pela próximo.

Dia dos Namorados: Aqui a minha sugestão é mesmo para evitarem este dia ao máximo. É ridículo. Pronto, mesmo que gostem de ir jantar fora neste dia (risos trocistas), ao menos não façam montagens com fotos do casal para “postar” no Facebook. O mundo já tem problemas que chegue.