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A França divide-se, gesticula, debate, faz sondagens, há conspirações, congeminações e outras coisas similares.  A Holanda segue o mesmo exemplo e a extrema-direita dá cartas perante o olhar perplexo de tantas pessoas e o olhar encantado de outras tantas. Tudo assusta, por estarmos nesta fase em que é evidente que algo irá acontecer. Este algo é o tudo e o nada, tal como o era no princípio da década de trinta do século passado.

A História não se repete, como tantas vezes se diz. Não podemos dizer que vem aí outro Holocausto. O que será que podemos dizer? Podemos dizer com convicção que a História não se repete, mas que os homens e as mulheres se repetem no seu espectro emocional. Capaz do bem e do mal desde sempre, a Humanidade é que leva às repetições, a Humanidade é que não aprende.  Os homens e mulheres do mundo sentirão inveja, gostarão de poder, quererão subserviência, terão impulsos violentos. Hoje e sempre. É quem nós somos, os humanos.

É fácil nos dias que correm manipular a comunicação. Não existe uma verdade, existem múltiplas. Por isso, o segundo vídeo de campanha da candidata presidencial Marine Le Pen é perigosamente eficaz, é perigosamente aliciante para quem, afinal, parece dizer que apenas quer ter os seus direitos garantidos. Podemos dizer que todas as pessoas que surgem no vídeo são brancas. Podemos até tentar perceber como é que se tem uma policial fardada num vídeo desta natureza. Podemos tentar ver alguma mistura de raças na última jovem. Podemos fazer esse esforço de que o populismo não o é, que existe uma estratégia que não irá privilegiar uns em detrimento de outro.

Este segundo filme de Marine Le Pen retrata várias pessoas na sociedade francesa – mãe de família, policial, agricultor, jovem, etc  – e todas dizem no final da sua intervenção que para manter os seus direitos e a vidinha com dignidade precisam de Marine. Em jeito de conclusão, a candidata diz: Para colocar a França na ordem eu preciso de vocês. 

Eu não preciso de Marine Le Pen, a Europa não precisa, o mundo tão pouco. E como não precisa desta candidata também não precisa de outros tantos. Uma parte da Humanidade parece acreditar que estas opções políticas, que promovem tudo o que é contrário aos direitos humanos, são excelentes. Não, a História não se repete, o pior da Humanidade revela-se. Numas épocas mais, em outras menos. Estamos numa má época.