Como te chamas e o que fazias antes de seres empreendedor?

O meu nome é João e antes de empreendedor era investigador, o que continuo a ser na verdade. O meu nome é Fátima Martins. Fui e sou investigadora até agora, atividade que me deu oportunidade de me tornar empreendedora.

Como é que a tua startup vai mudar o mundo? (João) Qualquer ferramenta que possa melhorar de certo modo a saúde das pessoas, trará certamente melhor qualidade de vida. Estando em causa uma especificamente que permitirá detetar o início silencioso de diversas doenças, como a que a Lifetag está a desenvolver, e assim evitar a progressão a um estado crónico que condicionará a vida de alguém permanentemente, é na minha opinião um virar de página.

(Fátima) O produto da Lifetag é um produto com grande impacto ao nível da saúde mundial, nomeadamente associado ao fator de risco de excesso de peso e obesidade e envolvido na prevenção de doenças tão importantes como diabetes, fígado gordo, etc. Assim, prevejo que o sucesso da nossa startup se traduza na entrada no mercado de um produto com elevado valor para o mundo inteiro.

 Já pagas o teu salário?

(João) Em termos materiais ainda não, em recompensa pelo esforço posso dizer que sim.

(Fátima) Devido a uma perspetiva de negócio e para tentar que a nossa startup siga em frente de forma mais consolidada o meu salário ainda provém de outra fonte.

Quantas horas trabalhas por dia? (João) As necessárias para que, mantendo o equilíbrio, consiga buscar os objetivos desenhados.

(Fátima) É difícil contabilizar em horas, mas posso dizer que por vezes faltam horas para se fazer tudo o que é necessário...

O que deixaste de fazer para ser um empreendedor com sucesso? (João) De perder tempo e de me limitar a restrições de um só ambiente e contexto

(Fátima) Não é tanto o que deixei de fazer, mas sim o que passei a fazer: focar-me no relevante para o nosso sucesso.

O que passaste a fazer para ser um empreendedor de sucesso? (João) A abrir mais mais horizontes, a integrar várias valências e a procurar perspetivas contra a corrente.

(Fátima) Contactar o mundo exterior, o que nem sempre é natural num investigador, e focar-me no essencial.

Ter uma startup está na moda ou o mundo está mesmo a mudar? (João) Nunca fui de me mover por modas, mas sim de procurar implementar alguma da visão própria naquela que pode ser a mudança do mundo.

(Fátima) Penso que ambas. O mundo está mais aberto a novidade e talvez esteja na moda ter ou falar de startups. Mas quero acreditar que uma startup criada pela moda não vai muito longe.

Se fosses patrão de uma grande empresa, o que dizias a ti próprio para te convencer a trabalhar nessa empresa em vez de uma startup? (João) Tentaria convencer-me que o conforto da ausência do risco compensaria toda a falta de adrenalina, diversidade, e "renovação de ar fresco" de uma startup.

(Fátima) Teria de tentar convencer pela vertente da estabilidade e "certeza" no futuro.

Qual é o teu ídolo dos negócios ou da tecnologia?

(João) Não tenho um especificamente! Quem quer que tenha a coragem de descodificar o que desenvolveu investigando, e procurar o seu lugar no mundo exterior, merece a minha admiração.

(Fátima) Não me ocorre um nome em específico, mas cada um de nós neste mundo somos importantes.

És vegan, fazes meditação ou apenas vês televisão e passeias o cão ao fim do dia? (João) Não sou vegan, não faço meditação, televisão vejo pouca ou nenhuma e também não tenho cão. Por isso, ao fim do dia gosto de tentar cultivar algumas das essências que aprecio como a música e a sétima arte.

(Fátima) Não sou vegan (muito longe disso) e é impossível fazer meditação. Já tentei acupuntura para tentar acalmar a minha mente que é difícil de fazer parar, mas não consegui! Vejo alguma televisão mesmo para tentar abstrair-me do meu mundo e ocupar a minha cabeça com o que se passa no resto do mundo. Infelizmente não posso ter o meu cão comigo tendo de o deixar com os meus pais desde que vim para Lisboa, pois se o tivesse seria uma das coisas que me daria mais prazer ao fim do dia, passeá-lo.

Numa só frase, o que dirias - mesmo - num elevador para convencer alguém a investir na tua empresa?

(João) O diagnóstico da permeabilidade intestinal, vai permitir desvendar o silêncio que pode ser o despoletar de uma doença, em qualquer ser humano sem exceção.

 (Fátima) Já pensou que os seus intestinos são a porta de entrada de tudo o que come? E se lhe dissesse que a Lifetag consegue verificar de forma muito simples e indolor se essa porta seleciona corretamente o que entra no seu organismo? Esta deteção vai permitir prevenir doenças como obesidade, diabetes entre outras.