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Barenbilt falava numa conferência internacional organizada para refletir e debater novas realidades, práticas e condições de trabalho nos museus do século XXI, que decorre entre hoje e sexta-feira, no Museu do Chiado, em Lisboa.

"Os museus devem ser desconfortáveis para quem os visita, porque devem oferecer algo inesperado, fora do plano, fora do habitual, especialmente agora, que o turismo se tornou tão importante para estes espaços", justificou o diretor do MACBA.

Intitulada "The Museum Reader" ("O leitor do museu", em tradução literal), a conferência internacional é organizada pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

O objetivo do encontro de especialistas, segundo a organização, é propor linhas temáticas e pontos para pensar e debater novas realidades, práticas e condições de trabalho detetadas nos museus deste século XXI.

Na intervenção, Ferran Barenblit, diretor do MACBA desde 2015, também advogou que os museus devem "constituir-se como um espaço social, e fazer perguntas à sociedade sobre as suas contradições".

"Os museus não podem apenas pensar em fazer algo, mas sobretudo em como fazer. A forma de fazer, de apresentar algo, é tão importante como o que se faz para o público", sublinhou.

No caso concreto do MACBA, o diretor comentou que a equipa que lidera tomou várias decisões sobre o que o museu deveria ser na sua identidade, nomeadamente, fazendo um esforço no "entendimento das emoções das organizações e das pessoas que trabalham nelas".

"No nosso museu, tentamos compreender novas formas de relacionamento entre as pessoas e as instituições", acrescentou.

Na linha das mudanças na filosofia de funcionamento dos museus do presente e do futuro, Ferran Barenblit considera que estes espaços "podem ser os lugares onde vai acontecer a próxima revolução".

"Ela até pode acontecer no MACBA ou aqui, no Museu do Chiado", sugeriu, perante um auditório composto sobretudo por uma centena de especialistas e estudantes da área da museologia.

Hoje estão ainda previstas, ao longo do dia, intervenções de Giulia Lamoni, da Tate Modern, Jesus Carrillo, da Universidade Autónoma de Madrid, Maria Vlachou, diretora executiva da associação Acesso Cultura, e Patrícia Melo, da Universidade Nova de Lisboa.

Em foco estarão temas como "Os museus na passagem do século XX para o século XXI", "O museu e a conceção neoliberal de cultura", "As transformações paradigmáticas das instituições artísticas no contexto da atual ordem social, económica e política", "A crítica institucional enquanto investigação dos contornos e funcionamento das instituições de arte" e "O museu como lugar de negociação e conflito".

Também serão abordados "O potencial das instituições e a nova esfera institucional: o novo institucionalismo, a museologia radical, museologia crítica", "Crítica e experimentação nas instituições artísticas", "Práticas institucionais e não institucionais no museu", "Quais as exigências e desafios das práticas artísticas contemporâneas para os museus e instituições artísticas" e "A futura identidade das instituições artísticas".

O comité de organização é composto por Sandra Vieira Jürgens, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e Emília Tavares, conservadora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.