Alternativas ao Ozempic e o estigma da obesidade
Editado por Ana Filipa Paz
São cada vez mais os novos medicamentos a surgir para substituir o Ozempic, um medicamento para a estabilização da glicemia (nível de açúcar no sangue) e para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, que tem saído do mercado como resposta para a obesidade.
Não é, no entanto, um medicamento criado para o efeito, apesar de ter supressores de apetite, pela forma sintética da hormona GLP-1 — responsável pela saciedade.
A nova proposta é o Wegovy, um outro medicamento com o mesmo princípio antidiabético, mas com uma dosagem superior que chega a Portugal a 1 de abril. O tratamento reduz o peso em 15%.
A procura pelo medicamento esvaziou as prateleiras das farmácias portuguesas, indicando a falta de resposta para a obesidade no país.
A obesidade é uma doença crónica. "Os pilares de tratamento de obesidade são: medicamentos, cirurgia e, muito importante, terapêutica cognitiva comportamental. Há muitos distúrbios na parte da comida. Há pessoas que efetivamente comem por impulso, comem por ansiedade, comem por tristeza, têm vício de comer, aquilo não lhes sai da cabeça", nota.
"O ano passado, em 2024, fez 20 anos em que Portugal foi pioneiro a considerar a obesidade como uma doença. Ou seja, a Direção-Geral de Saúde (DGS) consignou que a obesidade era uma doença, o que está correto, mas nestes 20 anos nada foi feito para que as pessoas com obesidade tenham acesso ao tratamento da obesidade, sobretudo ao tratamento farmacológico", refere Paula Freitas, endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, ao SAPO24.
Tem excesso de peso quem tem um um IMC igual ou maior do que 25kg/m2 até 30 kg/m2 e uma pessoa obesa como aquela que possui um IMC acima desse valor.
Os especialistas alertam para a importância de contactar um médico para o diagnóstico e acompanhamento certos.
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