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"Penso que nos próximos 15 dias haverá uma decisão quanto a essa matéria", avançou Paulo Gomes, em declarações à Lusa.

O jurista confirmou que Afonso Dias completa, no sábado, dois terços da pena e que, por isso, estão reunidas condições para o Tribunal de Execução de Penas poder ordenar a sua libertação, passando ao regime de liberdade condicional.

"Entendemos que o Afonso reúne todos os requisitos legais que são necessários para que lhe seja concedida a liberdade condicional aos dois terços da pena, que é o que se verifica no caso concreto. Aquilo que nós esperamos é que ele não tenha menos direitos que todos os outros detidos e que, portanto, seja libertado", comentou.

Afonso Dias cumpre pena no Estabelecimento Prisional de Guimarães, onde se apresentou na manhã do dia 18 de março de 2005.

A pena a que foi condenado reporta ao rapto de Rui Pedro, a criança de 11 anos que desapareceu em Lousada a 4 de março de 1998.

O arguido, camionista de profissão, fora absolvido em primeira instância pelo Tribunal de Lousada, mas depois condenado pela Relação do Porto e pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa ainda recorreu para o Tribunal Constitucional (TC), que recusou o recurso.

Cumpridos dois anos da pena, Paulo Gomes reafirma aguardar a decisão do tribunal de execução de penas, a qual, frisou, "poderá ser na próxima semana ou poderá ser daqui a duas".

"Não há necessariamente um respeito absoluto do prazo em face do elevado volume trabalho que o tribunal de execução de penas tem pendente", explicou.

Questionado sobre o estado anímico em que se encontra Afonso Dias, o advogado disse que está "ansioso" à espera que lhe seja concedida a liberdade condicional "por forma a ser colocado em liberdade", acrescentando que também a defesa espera que tal venha a ocorrer.

O jurista recorda, por outro lado, que Afonso Dias continua a reclamar estar inocente, "mesmo perante o juiz de execução de penas".

"Não há nenhuma alteração quanto a isso, ele mantém que a condenação é injusta e que, por isso, anseia mais que ninguém sair de uma decisão que para ele é profundamente injusta", assinalou Paulo Gomes.