"Tenho uma garantia hoje da presidente do CDS-PP: como sempre fez, isso garantiu, em relação ao passado, valorizará o esforço da concertação e dos parceiros. Não tomará posições que ponham em causa o acordo obtido entre parceiros sociais", afirmou aos jornalistas o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

O líder sindical falava após uma reunião com Assunção Cristas, na sede da central sindical, em Lisboa, na qual a líder do CDS não transmitiu concretamente o seu sentido de voto, sublinhando, contudo, de acordo com Carlos Silva, que não porá "em causa a concertação social" no parlamento.

Assunção Cristas já tinha falado aos jornalistas, sem divulgar o seu sentido de voto, seguindo depois para uma reunião com outro parceiro social, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Carlos Silva não quis revelar a discussão na comissão política do PS sobre esta matéria e esclareceu que "a UGT não se reuniu com o primeiro-ministro, não presume reunir, nem com o Presidente da República".

"A única reunião que nos foi solicitada foi exatamente a que aconteceu aqui hoje de manhã, com a presidente do CDS, que acima de tudo veio auscultar a UGT sobre eventuais impactos que uma apreciação parlamentar possa ter em relação ao diploma da TSU", disse.

"Nós transmitimos o que já tínhamos transmitido", afirmou, sublinhando o espanto por, "um partido charneira da democracia portuguesa, o PSD, que tem uma fortíssima implementação na UGT e na sociedade portuguesa, vai alterar a sua posição habitual em relação à TSU".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou hoje o decreto-lei do Governo que estabelece uma descida em 1,25 pontos percentuais da taxa social única (TSU) paga pelos empregadores, como medida excecional de apoio ao emprego.

A descida da TSU, contudo, está em risco, porque Bloco de Esquerda e PCP prometeram requerer a sua apreciação parlamentar, para a revogar, e o PSD anunciou que, nesse caso, também votará contra a medida.