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A sondagem à boca da urna da Ipsos indicam que esta é a eleição com maior participação eleitoral dos últimos 31 anos, claramente superior às de 2012. Há quatro anos, 74,6% dos holandeses foram às urnas, hojea Ipsos fala numa participação a rondar os 82%. Estamos por isso diante das eleições mais participadas desde 1986, quando 85,8% dos holandeses votaram.

As projeções da Ipsos apontam para a seguinte distribuição de deputados:

VVD (centro-direita): 31
PVV (extrema-direita): 19
D66 (centro): 19
CDA (centro-direita): 19
Groenlinks (ecologistas): 16
SP (esquerda): 14 PvdA (centro-esquerda): 9
CU (centro-direita): 6
PvdD (direita liberal): 5
50+ (pró-reformados): 4
Denk (pró-imigração): 3
SGP (direita): 3
FvD (direita): 2

*a negrito os dois partidos que formam a atual coligação que governa a Holanda

Recordamos que o parlamento holandês é composto por 150 lugares e que para um partido ter maioria são necessários 76 deputados.

Como se pode ver pelas variações apresentadas entre a sondagem da Ipsos e os resultados oficiais de 2012, os partidos o que formam o governo holandês, VVD e PvdA, perderam em conjunto 39 lugares no parlamento. São menos 10 lugares para o partido de Mark Rutte e menos 29 para o partido dos trabalhistas.

De notar ainda o crescimento do PVV de Wilders que, diz a projeção, terá mais quatro assentos no parlamento holandês. Apesar disso não deixa de ser o grande derrotado da noite, dadas as expectativas em relação ao partido de extrema-direita a ombrear com o de Rutte.

Veja a comparação de 2017 com 2012:

"Rutte ainda não se livrou de mim!”

O grande derrotado da noite, Wilders, líder do partido de extrema-direita que, de acordo com as primeiras projeções, conquista 19 dos 150 lugares do parlamento utilizou a rede social Twitter para reagir às primeiras sondagens: “Ganhámos deputados! Essa é a primeira vitória! Rutte ainda não se livrou de mim!”, escreveu.

Ecologistas, os grandes vencedores da noite

As sondagens à boca das urnas dão os ambientalistas da GreenLeft como um dos vencedores da noite ao conseguirem conquistar mais 12 lugares no parlamento.

“Nunca tivemos resultados tão bons – quadruplicámos os nossos lugares – e estou incrivelmente orgulhosa do partido e de todas pessoas que votaram e participaram na campanha”, disse a eurodeputada eleita pelo GreenLeft, Kathalijne Buitenweg.

No Twitter a celebração não se fez por menos:

Parar o “tipo errado de populismo”

“Estou tão orgulhosa com o que aconteceu e feliz por termos novamente a confiança” dos eleitores, disse a chefe de campanha de Rutte, Tamara van Ark.

Com as eleições em França e Alemanha nos próximos meses, Rutte esperava travar o crescimento daquilo que chamou o “tipo errado de populismo”, após o voto para o Reino Unido sair da União Europeia (‘Brexit’), num referendo no ano passado, e a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos.

Milhões de holandeses foram esta quarta-feira às urnas, numa eleição marcada por uma participação que deverá aproximar-se do recorde.

Caso estes resultados se confirmem, Rutte terá perdido dez lugares no parlamento, mas mesmo assim deverá conseguir formar uma coligação, voltando-se para os dois outros partidos que terão conquistado tantos lugares quanto o partido de Wilders.

Para o líder do Partido da Liberdade, este é um resultado dececionante, já que o objetivo era conquistar o maior número de lugares.

O discurso incendiário de Wilders prometia encerrar as fronteiras holandesas a imigrantes muçulmanos, fechar mesquitas, impedir vendas do Corão (o livro sagrado do Islão) e sair da União Europeia, caso ganhasse as eleições de hoje.

Jogando o trunfo do crescimento económico e estabilidade do país, Rutte prepara-se para um terceiro mandato à frente do Governo da Holanda – uma das maiores economias da Zona Euro e um membro fundador da UE.

Nestas eleições, os ecologistas (GroenLinks) terão alcançado o maior crescimento, conseguindo um total de 16 assentos no parlamento, o que significa mais 12 deputados do que na legislatura anterior.

Os social-democratas do PvdA, que estão na atual coligação com o Governo, terão sofrido uma pesada derrota, passando dos atuais 38 deputados para apenas nove.

Os Democratas 66 conquistam mais sete deputados, enquanto o Apelo Democrático Cristão consegue mais seis que a representação que tinha até agora, segundo as primeiras projeções.

Em sexto lugar fica o Partido Socialista, com 14 lugares, perdendo um deputado na futura composição parlamentar.

A gestão que o primeiro-ministro fez da crise diplomática com a Turquia nos últimos dias – impedindo um ministro turco de viajar para o país e expulsando outro – parece ter favorecido a sua imagem.

E tal parece ser comprovado pelos números. A Ipsos revela que 34% dos eleitores do VVD, de Mark Rutte, dizem ter votado no atual primeiro-ministro pela postura que este tem mantido em relação à crise diplomática entre a Holanda e a Turquia, que em muito contrasta com a atitude mais agressiva apresentada por Wilders.

Outros 81% dizem ter votado em Rutte pelo seu programa económico.

 [Artigo atualizado às 21:52]