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Segundo o chefe de Estado, "o tempo posterior às eleições autárquicas" deste ano será "um tempo marcado por congressos dos partidos, num ano em que não haverá eleições, seguido de um ano profundamente eleitoral que é 2019, ano de eleições europeias e eleições legislativas".

O chefe de Estado falava no final de uma visita a uma exposição sobre a presença judaica em Portugal, na Torre do Tombo, em Lisboa, em declarações aos jornalistas, que o questionaram sobre a sua tese de que há um ciclo político que termina com as eleições autárquicas.

Na resposta, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que "o Presidente não marca eleições autárquicas, nem interfere nas eleições autárquicas", aliás, "tem mesmo muito cuidado em não interferir", escusando-se por isso a comentar o que se passa nessas eleições.

Em seguida, defendeu que "cada ano corresponde a um tempo político" e descreveu sumariamente o anterior, o atual e os dois próximos anos, em termos de evolução económica e financeira e em termos políticos.

No seu entender, "2016 foi o tempo político da consolidação das finanças do país e da consolidação do sistema bancário, do começo da consolidação".

"Este ano é o ano do arranque para o crescimento, desejamos todos, e o ano da realização de eleições autárquicas e do fim da consolidação do sistema bancário", prosseguiu.

"O ano que vem será o ano dos congressos partidários, espero que o ano da afirmação do crescimento económico. E o ano seguinte será o ano da avaliação deste ciclo, que corresponde a um mandato parlamentar e, ao mesmo tempo, ao fim de um mandato europeu", completou.

Interrogado sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, que tem desde hoje data oficial para a notificação por parte do Governo britânico, 29 de março, Marcelo Rebelo de Sousa antecipou "uma negociação forte, complexa, mas de boa fé".

"As duas partes estão preparadas, de boa fé, e com a ideia de conseguir o melhor resultado para as duas", considerou o Presidente da República aos jornalistas, acrescentando que, se não for assim, "perdem as duas".

O Presidente da República defendeu que, como "em qualquer negociação, o começo e o fim são essenciais", e referiu que "há uma dimensão financeira inicial", que é "o acerto de contas inicial entre a União Europeia e o Reino Unido", e que depois será acordado "qual é o tipo de relação financeira que se vai estabelecer".

Outras questões em negociação serão "o estatuto dos europeus no Reino Unido e o estatuto dos britânicos na Europa" e "a questão do mercado único", apontou.