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A posição do líder da Igreja Católica motivou cinco perguntas de quatro cardeais conservadores, que pediram ao papa esclarecimentos em relação ao conteúdo da exortação apostólica 'Amoris Laetitia' (Alegria do Amor), que encoraja os padres a ajudar os casais católicos divorciados e que voltaram a casar a decidir se devem, ou não, receber o sacramento da comunhão.

Em dezembro, Francisco reiterou que a decisão de dar a comunhão aos divorciados que voltaram a casar tem o apoio da maioria dos bispos do mundo.

Outra novidade foi a autorização a todos os sacerdotes para manterem definitivamente a capacidade de absolverem as mulheres que fizeram um aborto, disposição que devia vigorar apenas durante o ano jubilar da misericórdia, que terminou em novembro do ano passado.

O líder da igreja católica também admitiu a possibilidade de ordenação de homens casados, que poderiam trabalhar em regiões remotas onde faltam padres, situação que afeta, por exemplo, o Brasil, um grande país católico e com uma escassez aguda de sacerdotes.

Francisco insistiu na necessidade de atribuir postos-chave a mulheres e leigos, no âmbito da reforma do Governo da Igreja Católica, além de ter anunciado a intenção de criar uma comissão para estudar a possibilidade de as mulheres acederem ao diaconado, podendo substituir os padres em alguns sacramentos, como o batismo.

Recentemente, foram espalhados cartazes em Roma, mostrando a imagem do papa com uma cara séria e com o texto: “France, interditaste congregações, afastaste sacerdotes, decapitaste a Ordem de Malta e os franciscanos da Imaculada, ignoraste cardeais… mas onde está a tua misericórdia?”.

O diretor da “Civiltà Cattolica”, a revista da Companhia de Jesus, Antonio Spadaro, comentou na rede social twitter que os cartazes são “uma medalha” pelo empenho do papa “contra os muros e o racismo”.

A crise dos refugiados e migrantes suscitou vários apelos do papa ao longo do último ano, com Francisco a denunciar “a consciência insensível e anestesiada” da Europa.

O terrorismo também mereceu insistentes condenações do papa, que defendeu o diálogo inter-religioso na “rejeição da violência”.

“Apelo a todas as autoridades religiosas para que se mantenham unidas e lembrem vigorosamente que nunca se pode matar em nome de Deus”, disse.

No último ano, o papa condenou o crescimento do populismo nas democracias ocidentais, posição que reiterou ainda esta semana, ao dizer que “é maligno e acaba mal, como o século passado mostrou”.

Sobre o novo Presidente norte-americano, Francisco disse rezar para que as suas decisões “sejam guiadas pelos ricos valores espirituais e éticos” do povo americano e com “preocupação com os pobres”.

Os escândalos ligados a casos de pedofilia continuaram a agitar a igreja Católica, verificando-se o afastamento de bispos. Mais recentemente, a irlandesa Marie Collins, ela própria vítima, em criança, de abusos sexuais cometidos por um padre, foi a terceira pessoa a demitir-se da Comissão Pontifícia para a Proteção dos Menores, acusando o Vaticano de “falta de cooperação”.

O papa exortou os bispos a terem “tolerância zero” com os casos de abuso sexual de menores por membros do clero e reiterou que atuará “com severidade extrema” contra os sacerdotes que abusem de menores e também contra os bispos ou cardeais que os protejam.

O bispo de Roma visitou, neste ano, Lesbos, na Grécia, mas também a Arménia, o Azerbaijão e a Geórgia. Esteve no campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde entrou sozinho e rezou em silêncio.

A visita de Francisco a Fátima foi confirmada em dezembro pelo Vaticano, e realiza-se pela comemoração do centenário das ‘aparições’, nos dias 12 e 13 de maio, respondendo assim ao convite que lhe tinha sido dirigido pelo Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

A deslocação à Santa Sé foi a primeira viagem ao estrangeiro do chefe de Estado português, em março passado, oito dias depois de tomar posse, e que se destinou à primeira entidade que reconheceu Portugal como estado independente.

Francisco manteve a sua faceta mais moderna, nomeadamente quando “entrou” nas redes sociais: a 08 de maio passado escreveu a sua primeira mensagem no Instagram.

“A ti, que a partir da grande comunidade digital pedes-me bênçãos e oração, quero dizer-te que tu serás o dom precioso na minha oração ao Pai e não te esqueças de rezar por mim para que seja servo do Evangelho da Misericórdia”, afirmou o papa, na mensagem que ele próprio escreveu.

Já esta semana, surgiu na capa da revista de cultura popular Rolling Stone, que dedica a sua edição a um pontífice que “parece realmente adequado” aos dias de hoje.

O jesuíta Jorge Mario Bergoglio, 80 anos, natural da Argentina, foi eleito papa a 13 de março de 2013, e sucedeu a Bento XVI, tornando-se o 266.º papa e o primeiro do hemisfério sul.