Entre as vítimas mortais constam 23 civis, três policias e três militares, além do próprio agressor, um sargento identificado como Jakrapanth Thomma, 32 anos.

O ato causou ainda 52 feridos, dos quais 32 estão ainda hospitalizados, oito deles em estado grave, indica o último relatório das autoridades sobre o ocorrido.

"Não há precedentes na Tailândia e quero que esta isto nunca mais aconteça", declarou o primeiro-ministro da Tailândia, Prayut Chan-ocha, pedindo desculpas públicas à cidade de Nakhon Ratchasima, onde ocorreu a tragédia.

Entretanto, o ministro da Justiça, Somsak Thepsuthin, esclareceu que foi instalada uma sala nas instalações judiciárias da província, por forma a criar um centro operacional para ajudar as pessoas afetadas pelo incidente.

"A nossa prioridade era salvar as pessoas presas no centro comercial", disse Prayut, que agradeceu a intervenção da polícia e do exército.

O autor dos disparos foi morto depois de se ter barricado naquela superfície comercial, que tinha apenas uma zona de acesso.

Mesmo após a morte do agressor, a polícia está a vasculhar o prédio em busca de possíveis explosivos escondidos no edifício.

As forças especiais tailandesas levaram cerca de seis horas para entrar e controlar todo o edifício de forma a retirar as mais de 100 pessoas que estavam retidas no interior.

O militar retransmitiu o ataque com fotografias e vídeos colocados no seu perfil do Facebook, que foi posteriormente desativado e que mais uma vez revela o impacto que as redes sociais têm nesse tipo de situações.

O suspeito foi identificado como Jakrapanth Thomma e o tiroteio ocorreu inicialmente numa base militar nas imediações da cidade e depois num centro comercial na cidade. Jakrapanth Thomma esteve entrincheirado durante 16 horas no centro comercial Terminal 21 Korat, em Nakhon Ratchasima, e antes de se dirigir para o centro comercial, matou um outro soldado e uma mulher e feriu uma terceira pessoa, aparentemente devido a uma disputa de terras.

Ao fim de várias horas, as forças de segurança tailandesas conseguiram entrar no centro comercial e retirar centenas de pessoas, antes de matarem o atacante.

Polícias da cidade, que não quiseram ser identificados, disseram que o suspeito levou uma arma da sua base e conduziu em direção ao centro comercial, disparando pelo caminho, referiu a Associated Press. Vários media tailandeses indicaram que o atirador utilizou um veículo militar.

(Notícia atualizada às 15h52)