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Fernando Santos viu a concorrência apertar o cerco, e acabou por perder. O timoneiro de fé inabalável não venceu o galardão de Melhor Treinador do Ano, sendo batido por Claudio Ranieri (Leicester). Pelo caminho ficou também Zinedine Zidane (Real Madrid), Massimiliano Allegri (Juventus) e Unai Emery (pela época no Sevilha).

E a concorrência era, de facto, de peso. Ranieri escreveu uma página na história do futebol inglês ao levar o modesto e recém-promovido Leicester City à conquista da Premier League. Num primeiro momento acusaram “as raposas” de estar em sobrerendimento, noutro que iriam cair em dezembro e na reta final iriam sucumbir ao cansaço. Mas, no final, estas acabaram por vencer o mais duro e competitivo campeonato europeu, a Premier League, indo contra todas as expectativas, para gáudio dos amantes do futebol. Para que seja tenha noção do feito: no início da temporada, em algumas casas de apostas britânicas, a probabilidade do Leicester City ser campeão era igual à de o cantor norte-americano Elvis Presley estar vivo ou de realmente existir o monstro de Loch Ness na Escócia. Foi o primeiro campeonato ganho pelos ‘foxes’ em 132 anos de história. Estas foram as probabilidade que o Leicester contornou. Feito incrível. 

Já Zinédine Zidane parece estar a recuperar o gigante dominador de Madrid de outras eras e ameaça terminar com a hegemonia recente dos eternos arqui-rivais da Catalunha. Mais impressionante se torna, quando de facto nos apercebemos que é apenas a sua segunda experiência como treinador principal. É fácil dizer que tem o Sérgio Ramos aos 92’, o melhor do mundo, e que o Barcelona não atravessa o melhor momento. Mas será completamente injusto reduzir o trabalho que tem vindo a desenvolver desde que pegou na equipa. Na época transacta, começou a trabalhar numa série imbatível que já vai em 39 jogos. (Mais um jogo invicto e bate precisamente o recorde estabelecido pelos blaugrana em 2015-2016.) Durante o processo, foi nomeado para este galardão ao ser um dos principais obreiros pela conquista do Mundial de Clubes, Supertaça Europeia e de uma Liga dos Campeões, ao serviço do Real Madrid.

No Dubai, o técnico de 62 anos, Fernando Santos, recebeu o galardão de melhor treinador nos Globe Soccer Awards. Num breve discurso, relembrou a receita para o sucesso do último verão: conquista de títulos, como aconteceu no Euro2016, acontecem graças ao trabalho coletivo e não individual. “Nas minhas equipas, o ‘eu’ não existe”, disse. Porém, para si, o mais importante é que Portugal tenha vencido pela primeira vez um Europeu.

Apesar desta derrota, é de referir que Fernando Santos fechou 2016 com o prémio de melhor treinador na sétima edição dos ‘Globe Soccer Awards’ e foi eleito o melhor selecionador do ano pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).