Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

A atribuição de um wild card na Liga MEO Surf para a MEO Rip Curl Pro Portugal, etapa do circuito mundial que decorrerá em Peniche, é uma das grandes novidades da Liga MEO Surf 2017, cuja apresentação decorreu no Museu do Desporto, em Lisboa.

Os moldes da escolha do nome para se juntar a Frederico Morais nesta etapa do circuito mundial “está a ser discutido com a WSL (Liga mundial de surf)”, confidenciou Francisco Rodrigues, Presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS), sendo que “pode passar por uma competição paralela” que reunirá os melhores da Liga MEO, acrescentou durante a conferência de imprensa de apresentação do campeonato nacional de surf masculino e feminino.

20 anos depois do arranque oficial dos campeonatos nacionais e da constituição da Associação Nacional de Surfistas, aquela que “é a maior Liga de sempre, sem paralelo a nível europeu e uma das melhores internacionalmente”, conforme definiu o presidente da ANS, na edição 2017 contará com um “prize money de 90 mil euros”.

Esse valor representa um “aumento de 11% em relação ao ano anterior”, sendo neste bolo se concentrou um reforço do quadro feminino. “Aumentámos mais do lado delas. Um aumento de 15%”, frisou Francisco Rodrigues.

Para Carol Henrique, luso-brasileira, campeã nacional em título, este é um reconhecimento da importância crescente do surf feminino. “Tem vindo a crescer, há mais miúdas. Merecemos sponsors [patrocinadores] bons para conseguir competir e este prémio é, por isso, um incentivo grande”, reconhece. O aumento nos prémios, em especial no feminino, mereceu também elogios de José Ferreira, vice-campeão nacional, que marcou igualmente presença na apresentação.

“O feminino está a ganhar espaço. Já temos um atleta masculino na elite mundial do surf e queremos ter uma surfista e para isso há que dar espaço para crescer”, assumiu o presidente da ANS. “No ano passado tivemos a uniformização do quadro competitivo e este ano temos um prémio maior, além de mais uma etapa só dedicada a elas”, continuou.

Francisco Rodrigues ressalvou, no entanto, que a competitividade dos quadros não pode ser comparável, o que “não quer dizer que não se concentrem esforços no feminino, mas não olhamos de forma cega”, sustentou.

20 anos depois, Tiago Pires regressa a onde nunca foi feliz

Pedro Henrique é o campeão em titulo. Irmão de Carol, o luso-brasileiro aponta à renovação do troféu. “Temos boas etapas, bons lugares de ondas e boa premiação. Temos grandes atletas na liga e não será uma tarefa fácil este ano”, reconheceu.

O regresso de Tiago Pires, 20 anos depois da sua primeira e única disputa do título nacional, é outra das novidades da Liga MEO Surf. Aquele que foi o primeiro surfista português no World Championship Tour (WCT) aproveitou para deixar um alerta e um apelo às empresas e aos empresários portugueses. “Sem os atletas, o 'circo' não existe. Acho triste, hoje em dia, termos atletas sem patrocinadores principais no bico da prancha”, lamentou.

Pires recordou ainda o título nacional perdido em 1997. “Tinha 17 anos, foi antes da minha partida para o Havai. Perdi na última prova, no primeiro heat”. Regressa agora, assegurando que estará presente, para já, na Ericeira. “O resto será decidido prova a prova, consoante os projetos, mas darei o máximo em cada uma delas [das etapas]”, frisou.

Em relação à Liga, o surfista da Ericeira reconhece “que [a participação na liga nacional] é um momento importante na vida do surfista enquanto jovem adulto para saber se e quando está apto para competir internacionalmente. Todos os surfistas do WQS passaram pela Liga”, disse.

Apoios aos surfistas locais e aos mais novos

A Liga MEO Surf, novo naming da prova em detrimento de Moche, terá cinco etapas. Arranca com o Allianz Ericeira Pro (24 de março) e termina Bom Petisco Cascais Pro (16 setembro). Pelo meio, passa Renault Porto Pro (12 a 14 de Maio), Figueira (2 a 4 de junho) e Sintra (14 a 16 de Julho), estas últimas incluídas no Allianz Triple Crown, 3ª edição do prémio com um cheque anual de seis mil euros repartido entre o vencedor masculino e feminino.

Para além da novidade Road to MEO Rip Curl Pro (denominação da atribuição do wild card na Liga MEO Surf para a MEO Rip Curl Pro Portugal), “há espaço para o apoio aos mais jovens através do MOCHE Groms Cup, um desafio por etapa para 12 surfistas sub-16, em quadro misto masculino e feminino”, sublinhou Luíza Galindo, diretora de marketing de comunicação da MEO.

Numa espécie de “regresso às origens”, a diretora de comunicação da MEO sublinha que “este é já o sétimo ano em que a Portugal Telecom assume o umbrela sponsor [patrocinador principal] da competição que define os campeões nacionais de surf”.

Numa liga que é reflexo dos seus patrocinadores, entra o Bom Petisco e haverá o prémio Somersby Onda Do Outro Mundo para a melhor onda por etapa com “2500 euros anuais”, a disputa da melhor manobra com prémio atribuído pela Renault Expression Session e um programa que envolverá os municípios por onde passa o circuito com a “valorização dos surfistas locais - onde as câmaras de Mafra, Figueira da Foz, Sintra e Cascais entregarão um cheque global de 1500 euros ao melhor e à melhor surfista local em cada uma das suas provas”, finalizou o presidente da ANS.