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Este é o sexto ano consecutivo de prejuízos do grupo e os 1.859 milhões de euros são resultados negativos históricos.

Ainda em 2016, o banco constituiu provisões e imparidades (para fazer face a potenciais perdas, sobretudo para crédito) de 3.017 milhões de euros, o que compara com os 715 milhões de euros do ano anterior, e que a instituição diz que "foi decisivo para o resultado líquido".

Os resultados de 2016 são referentes às administrações lideradas por José de Matos, até final de agosto (parte importante do tempo em gestão), e de António Domingues, de setembro até final de dezembro.

Desde o início do ano, após a saída de Domingues com a polémica envolvendo as suas declarações de rendimentos e património, que o banco tem Paulo Macedo como presidente executivo e Rui Vilar como presidente não executivo ('chairman').

Marcelo: prejuízos foram "desagravados" e que isso traz tranquilidade

O Presidente da República relativizou hoje os prejuízos de perto de dois mil milhões de euros registados pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), dizendo que foram "desagravados" face aos três mil milhões anteriormente apresentados junto das instituições europeias.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no final de um seminário, na Reitoria da Universidade de Lisboa, considerou que esta apresentação de contas é um fator que contribui para a tranquilidade do banco público.

Questionado sobre os prejuízos agravados da CGD, o chefe de Estado corrigiu: "Eu diria desagravados, porque o número apresentado à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu era três mil milhões e a recapitalização prevista era em função de três mil milhões".

"A notícia que tivemos hoje é a de que os prejuízos não são três mil milhões, são 1.900 milhões, o que significa que os portugueses terão de entrar com menos dinheiro e que a recapitalização feita pelo Estado será ligeiramente abaixo daquilo que estava previsto", acrescentou.

O Presidente da República reforçou esta mensagem: "Sabendo nós que o panorama que tínhamos no passado não era bom, apesar de tudo, a notícia é a de que os prejuízos apurados são quase metade do que se pensava. Portanto, a recapitalização vai descer um pouco".

Interrogado se considera que faz sentido o parlamento ouvir o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, sobre os prejuízos do banco público, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que "pode acontecer que seja interessante saber por que é que, em vez de ser um prejuízo tão grande como o que se pensava, de três mil milhões, tenha passado para 1.900 milhões".

O chefe de Estado referiu que "o valor de três mil milhões já tinha sido apresentado pela administração anterior e pelo ministro das Finanças".

O PSD anunciou hoje que quer ouvir Mário Centeno e Paulo Macedo com urgência, para prestarem esclarecimentos no parlamento.

"Que fique claro, há aqui um agravamento drástico dos resultados e esse agravamento deve ser explicado a todos os portugueses", justificou o deputado social-democrata Duarte Pacheco.

Nestas declarações aos jornalistas, questionado se espera que a tranquilidade regresse à CGD, o Presidente da República contrapôs: "Já está. Um exemplo de tranquilidade é a apresentação de contas, que têm um prejuízo bastante inferior àquele que se pensava".

Como outros fatores de tranquilidade na CGD, Marcelo Rebelo de Sousa indicou "o estar a avançar com um plano de reestruturação, o estar a avançar com um plano de recapitalização, o estar a avançar a primeira fase de emissão".