Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

E nós aqui vamos sorrindo e acenando, apenas porque nos últimos anos não houve mortes de mulheres devido ao aborto clandestino, apenas porque o número total de abortos foi reduzido em 10%, apenas porque alguns iluminados acharam que a mulher devia ter o poder de decidir o que fazer com o seu corpo. Lol (riso irónico dos jovens, especialmente quando acompanhado de um revirar de olhos).

E a sociedade? E as não-pessoas que nunca o chegaram a ser nem a ter sentimentos de tristeza por não existir mas que mereciam ter vivido (a vida começa na ejaculação!)? E o desconforto atroz que isto tem provocado nos mais conservadores, principalmente aqueles meninos da Católica, que se esforçam tanto nas campanhas anti-aborto e que não têm culpa de não fazer ideia do que é viver com 400€ por mês e, de repente, ver-se a braços (a barriga?) com trigémeos por causa de um preservativo furado? É que ninguém tem em conta a forma exemplar como os betos conservadores estão na vida em prol da sociedade. Eles que, para bem de todos nós, se regem pelo lema “Se não estás preparado para a responsabilidade parental, então faz anal”. Obrigado a vocês por isso.

Se as pessoas pensassem melhor antes de se largarem em coito desenfreado, havia zero abortos e aí sim, saberíamos que Deus estava feliz connosco. E era simples. Bastava, enquanto tiram a roupa de plebe (não quero discriminar, mas as classes baixas fazem mais abortos - li num estudo feito por um amigo meu da paróquia) pensarem: será que reúno condições económicas para ter um filho? Será que amo esta pessoa e quero mesmo fazer amor com ela e não apenas deixar-me levar pelo hedonismo pecaminoso? E depois da reflexão, tomariam uma decisão ponderada e não influenciada pelas hormonas do demo. Apertavam de novo as calças e diriam “adorava comer-te sofregamente, mas não tenho dinheiro”. Agora isto soou-me a prostituição, mas vocês percebem a ideia.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

- Exposição de Almada Negreiros na Gulbenkian: Ainda não fui ver, mas é com certeza interessante. De qualquer forma, só estou a sugerir isto para parecer culto.

- Ir aos EUA: Se não forem muçulmanos, claro, aproveitem para ir visitar aos EUA enquanto não se torna numa ditadura completa, agora que até uma série de órgãos de comunicação social foram barrados de entrar na Casa Branca.