Deus e o diabo também entram na campanha eleitoral no Brasil
Edição por Alexandra Antunes
A campanha que definirá o próximo Presidente, governadores de estado e parlamentares regionais e federais no Brasil arrancou oficialmente na terça-feira. Por isso, a partir de agora os candidatos já estão autorizados a apelar ao voto e a iniciar propaganda eleitoral, inclusive na internet.
Jair Bolsonaro, candidato à reeleição e em segundo lugar nas sondagens de intenção de voto com apoio de mais de 30% dos eleitores lançou a sua campanha na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, no mesmo local onde sofreu um atentado à faca em 2018, em que quase perdeu a vida.
"A cidade onde renasci", disse na abertura de um discurso carregado de declarações patrióticas e alusões a Deus e à Bíblia.
Com um casaco preto fechado até ao pescoço, Bolsonaro reforçou a sua promessa de lutar contra a inflação de dois dígitos, o aborto, as drogas e de defender a propriedade privada, alertando para uma ameaça "comunista" caso perca as eleições.
Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as sondagens até aqui com pouco mais de 40% das intenções de voto, visitou a fábrica de carros em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, onde se tornou líder sindical nos anos 1970 e que é o seu berço político.
"Foi aqui que tudo aconteceu na minha vida: foi aqui que aprendi a ser gente, foi aqui que adquiri consciência política e foi por causa de vocês que eu fui um bom presidente da Republica", discursou o líder do PT, com uma camisa branca, cercado por centenas de metalúrgicos.
Apesar dos seus 76 anos, Lula afirmou estar com "a energia de 30" e disse que voltará ao poder para "recuperar o país".
Ao mesmo tempo, criticou Bolsonaro, que chamou de "genocida" e "negacionista" pela gestão da pandemia, que no Brasil já deixou mais de 680 mil mortos.
"Se tem alguém que é possuído pelo demónio, é Bolsonaro", acusou o ex-presidente, levando os apoiantes ao delírio.
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