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Segundo o Le Figaro, o candidato conservador é acusado de “desvio de fundos públicos, cumplicidade e abuso de bens sociais, e desrespeito das obrigações de declaração à Alta Autoridade sobre a Transparência da Vida Pública”.

A decisão de indiciar o candidato foi tomada 24 horas antes do previsto, já que Fillon deveria ser acusado e presente a juiz no dia 15 de março.

François Fillon compareceu hoje perante os juízes para ser formalmente acusado, audição que estava prevista para quarta-feira, mas foi antecipada para “poder ser feita em condições de serenidade”, segundo um dos advogados, Antonin Lévy.

Em causa neste caso estão os alegados empregos fictícios que beneficiaram a sua esposa e filhos. O candidato é suspeito de, enquanto chefiava o Governo, ter arranjado à mulher e ao filho empregos fictícios no parlamento, pelos quais estes terão recebido centenas de milhares de euros. Fillon já admitiu que empregou os familiares, mas argumentou que os cargos eram reais e que a prática era legal na altura.

Penelope Fillon terá recebido cerca de 800 mil euros, a soma total que auferiu entre os anos de 1988 a 1990 e de 1998 a 2002, como assistente parlamentar do marido. Marie e Charles Fillon, ambos filhos do candidato, terão recebido uma verba total de 84 mil euros durante o período em que François Fillon foi senador, entre 2005 e 2007. Trabalharam como assistentes do pai: primeiro Marie Fillon, que chegou a auferir um total de 57 mil euros e depois o irmão Charles, que a substituiu e até julho desse ano recebeu um total de 26 mil euros brutos.

A investigação preliminar foi aberta a 25 de janeiro e a procuradoria decidiu avançar com o inquérito judicial a 24 de fevereiro.

Fillon pediu desculpa aos seus apoiantes pelo impacto que o caso estava a ter na sua campanha presidencial, mas garantiu que - apesar das pressões - não iria desistir da corrida.

Ainda se avançou com a possibilidade de Alain Juppé - adversário derrotado de François Fillon nas primárias da direita em novembro - entrar na corrida caso Fillon recuasse, mas o antigo primeiro-ministro francês recusou a ideia.

A primeira volta das eleições presidenciais francesas realiza-se a 23 de abril próximo. Caso seja necessária uma segunda volta, este escrutínio realiza-se em maio. Os principais candidatos são François Fillon (Partido Republicado, direita conservadora), Benoît Hamon (Partido Socialista, centro-esquerda), Emmanuel Macron (movimento Em Marcha!, liberal independente), Jean-Luc Mélenchon (Frente de Esquerda, representa os comunistas e parte da extrema-esquerda), Marine Le Pen (Frente Nacional, extrema-direita).