• Embrulha!
    Embrulha!
    Tenho sido esquivo ou inconsequente nas recomendações que aqui faço todas as semanas. Para me redimir, e porque entrámos na azáfama de compras natalícia, vou usar o espaço de opinião para recomendar (enquanto opino) algumas pechinchas. Hoje ficar-me-
  • Dos bons
    Dos bons
    Não há nenhuma frase boa para começar isto. Não há como querer começar. Mas há um aviso, um danado de um aviso luminoso no meio de tanto pesar: tudo aquilo que de bom eu disser sobre o Zé Pedro, disse-o em vida, disse-lho em vida.
  • Et tu, Louie?
    Et tu, Louie?
    Há duas semanas escrevi sobre este tema e deixei-o em aberto, mas não pelo intuito de tão cedo lá voltar. Relativamente aos escândalos de assédio sexual (e o escândalo de não nos escandalizarmos há mais tempo) escrevi com a certeza de ser tudo muito
  • Um ano na estrada dos tijolos amarelos
    Um ano na estrada dos tijolos amarelos
    Livros de Bolso Europa-América nº 430. Capa amarela, uma ilustração canhestra e letras vermelhas a darem-nos o título: “O Feiticeiro de Oz”. Não consigo desfazer-me das lembranças pormenorizadas que tenho deste livro, nem que quisesse. Entre os meus
  • Chover no molhado e no manda-chuva
    Chover no molhado e no manda-chuva
    Há uma semana o caso Weinstein mereceu-me notas muito breves, mais debruçadas até em questões linguísticas que chauvinistas. A leveza com que abordei o assunto não foi por achá-lo de pouca importância, nem para me escusar de ser só mais um a bater no
  • Folga ao fogo
    Folga ao fogo
    O grande tema da semana passada ainda vigora como o grande tema desta semana. É pesado, difícil, e fazemos-lhe justiça se não o alavancarmos rapidamente para fora dos nossos pensamentos. O chão ainda fumega, e as cinzas espalham-se até pelo sopro dos
  • O tom cinza de Tondela
    O tom cinza de Tondela
    Sou duma terra ardida, é o que sou. A minha proveniência é essa, um sítio que ardeu e um país que vem ardendo – este é o gerúndio que me entristece e enfurece na mesma medida. Entristece-me ser natural duma terra ardida, enfurece-me quando garantem q
  • Catalunha encravada
    Catalunha encravada
    Olá. Sou a pessoa que aqui escreve todas as semanas com excepção da transacta. O interregno forçado, logo durante o rescaldo de autárquicas portuguesas e independanças catalãs, deveu-se a eu ter sido abalroado por um vírus insuportável, uma daquelas
  • Amor patológico
    Amor patológico
    Quando me preparava para escrever um texto sobre as autárquicas, eis que a notícia duma morte me puxou violentamente a atenção. Faleceu um nonagenário notável, que não se importava de ser filmado em roupão, e que era famoso pelo casarão onde acolhia
  • Espinha enthalada
    Espinha enthalada
    Thales de Menezes é o nome a fixar. Ou então, o nome a esquecer – desde que seja aquele esquecimento rancoroso do despeito, de alguém que não merece ocupar a nossa memória (escolhemos ignorá-lo quando nos lembramos de o detestar).
  • Profissão: Duro
    Profissão: Duro
    Estamos em Setembro, o mês em que aqui me estreei. O “aqui” da última frase tanto pode ser o SAPO 24 como o plano de existência onde nos encontramos. Vim desaguar a estas crónicas semanais em Setembro de 2016, mas já me tinha afogado de vida num Sete
  • Fútilbol
    Fútilbol
    Vou falar de futebol. Aqueles que estão saturados de tal assunto, que acham desperdiçado o tempo a falar dele, ou que se enfurecem com a importância desmedida que lhe é atribuída, podem ficar por aqui mais um bocadinho; não vou contrariar-vos. Eu, qu
  • Fazer figas pelos punhos da Justiça
    Fazer figas pelos punhos da Justiça
    Já passaram 4 dias, e o assunto parece ter esmorecido com naturalidade. Talvez a matéria mais presente em relação ao “combate do século” (que em Portugal foi visto em directo por volta das 5 da manhã de domigo) esteja nas horas de sono que muitos ain
  • América proibida, Portugal furibundo
    América proibida, Portugal furibundo
    Tirando um par de vezes em que escrevi aqui sobre José Sócrates, é raro vir espreitar os comentários que os leitores deixam aos textos. A minha abstenção não se deve a sobranceria nem cobardia, só mesmo preguiça. No caso dos artigos em que visei o ex
  • Coisas elevadas como o talento
    Coisas elevadas como o talento
    Não acredito na reencarnação. De todo. Nem acredito na possibilidade de falarmos com os que já morreram. De todo. Mas acredito no uso estilístico da contradição, e é por isso que vou começar a relatar uma espécie de reencarnação, para depois me esvai
  • “É a estupidez, estúpido!”
    “É a estupidez, estúpido!”
    “Burro não é o que não sabe, é o que não quer saber”. Tenho pouca certeza se estou a citar correctamente o provérbio, mas fi-lo com um não-saber honesto - típico daqueles que, segundo o mesmo provérbio, não são os verdadeiros burros. Este ditado popu
  • Sem moderação
    Sem moderação
    Certo amigo que escrevia crónicas quinzenais revelou-me a sua angústia. Havia um nervoso (em nada miudinho) que o atacava na semana anterior à entrega dos artigos de opinião. Encontrar um tema que o determinasse a escrever era motivo de insónias e fa
  • Um olho nos burros, outro na cigana
    Um olho nos burros, outro na cigana
    Já vi tantas vezes o filme “A Desaparecida” do John Ford, e sei-o tão ao pormenor, que tenho de conter-me para não estar constantemente a citá-lo, ou usá-lo em analogias, ou torná-lo introdução para os assuntos em que reflicto. Como podem perceber, a
  • Belisquem-me
    Belisquem-me
    Donald Trump Junior vai ser representado por um advogado da máfia nas alegações de interferência russa no processo eleitoral americano. Não foi fácil redigir a última frase mantendo a seriedade que o assunto exige. Parece ficção, daquela exagerada e
  • Não nos faltes, silly season
    Não nos faltes, silly season
    2017 é o ano em que os portugueses chegam a Julho a precisar mais duma silly season do que de férias. O ano em que o ambiente iodado da praia, o ar puro do campo, são menos salutares que telejornais a abrirem com ninharias: festas do bivalve ou escal
  • 1, 2, 3, teste
    1, 2, 3, teste
    Anuncio para hoje uma intervenção tripartida, entre curtas justificações e desabafos. Há duas semanas escrevi aqui, e mal – não posso deixar passar em claro. Na semana passada não escrevi aqui, e menos mal – deixei passar em claro; não posso. Na próx
  • Santo António não se acabou
    Santo António não se acabou
    Há 33 anos e 1 dia morria o António Variações. Lembro-me como se fosse anteontem. Eu era bem pequenino, mas o Variações era bem grande; impensável  esquecer-lhe a vida, impossível esquecer-lhe a morte. Por muito que Portugal ainda fosse um país de me
  • Decadência
    Decadência
    Algures em Lisboa há um bar de aspecto tão clandestino e decadente que, sendo certa a decadência, é provável a clandestinidade. Por isso abster-me-ei de lhe referir o nome – mas não para adensar qualquer mistério. De mistérios e encantos precisa pouc

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