• Catorze do dois
    Catorze do dois
    O dia de S. Valentim é muito estranho para mim. (Céus! sem querer comecei a rimar, um versejar manhoso típico de S. Valentim). É-me estranha a data, porque soa a celebração forasteira mas, por outro lado, está instituída duma forma tal que parece que
  • Norte-americando
    Norte-americando
    Gosto de escrever sobre a América. Faço-o com esta consciente indelicadeza de usar nomenclatura de continente para me referir ao país (talvez por ser uma nação mais global que qualquer mero continente). No entanto, chegou a hora de confessar que os E
  • 2018: Anno Domini, ano Uamusse
    2018: Anno Domini, ano Uamusse
    A 2018 ainda restam 11 meses de vida. O tempo podia ser de rescaldos agora que termina Janeiro, mas prefiro antes embarcar em previsões seguras. Desconheço qual será palavra do ano eleita em Dezembro, mas um dos nomes do ano será, sem sombra de dúvid
  • Pirralhos e bugalhos
    Pirralhos e bugalhos
    “Adoro o cheiro a napalm pela manhã” – dizia o sádico coronel interpretado por Robert Duvall no filme Apocalypse Now. Se recordarmos que napalm é uma substância pegajosa e inflamável, não vai ser difícil encontrar analogias que nos enfiem a carapuça
  • “Ode To My Family”
    “Ode To My Family”
    Estou embalado por recordações. “Embalado por recordações” bem poderá vir a ser o epitáfio gravado na minha campa. Agora que me preparo para verter memórias, perdoem o despropósito egoísta – não é vaidade, é embalo.
  • Filme do momento
    Filme do momento
    Ontem à noite na RTP, José Rodrigues dos Santos anunciava que após o intervalo do Telejornal se iria falar do “filme do momento”. Dos Santos estava redondamente enganado. Ele referia-se ao “A Hora Mais Negra”, fita que retrata um período particular d
  • Zangam-se as comadres...
    Zangam-se as comadres...
    É sexta-feira e, caso o fim-de-semana não seja fim-do-mundo, podemos todos festejar esta notável sobrevivência aos primeiros dias de 2018. Não é um alarmismo descabido da minha parte, tendo em conta que o ano começou com intimidações atómicas. A mane
  • Hateful 7
    Hateful 7
    2017 foi marcado por pulhice e vilania, o que não é uma novidade. Por isso mesmo, optei por terminar o ano com uma lista de escroques que o marcaram. Os 7 vilões seleccionados não serão apresentados com uma ordem definida nas suas hierarquias de pulh
  • Embrulha! (parte III)
    Embrulha! (parte III)
    Era suposto eu estar a caminho de Belém (na Palestina) e dei por mim apeado numa mistura de Babel e Babilónia. Babel, com o seu grande zigurate: torre de confusão e condenação. Babilónia, pelo império obsceno, imponência que aguarda o declínio. Ou se
  • Embrulha! (parte II)
    Embrulha! (parte II)
    Dou seguimento às minhas recomendações para prendas de Natal. Após me ter debruçado sobre um par de filmes na semana passada, hoje será dia de apontar para um livro (que dispensa apresentações, mas nunca recomendações).
  • Embrulha!
    Embrulha!
    Tenho sido esquivo ou inconsequente nas recomendações que aqui faço todas as semanas. Para me redimir, e porque entrámos na azáfama de compras natalícia, vou usar o espaço de opinião para recomendar (enquanto opino) algumas pechinchas. Hoje ficar-me-
  • Dos bons
    Dos bons
    Não há nenhuma frase boa para começar isto. Não há como querer começar. Mas há um aviso, um danado de um aviso luminoso no meio de tanto pesar: tudo aquilo que de bom eu disser sobre o Zé Pedro, disse-o em vida, disse-lho em vida.
  • Et tu, Louie?
    Et tu, Louie?
    Há duas semanas escrevi sobre este tema e deixei-o em aberto, mas não pelo intuito de tão cedo lá voltar. Relativamente aos escândalos de assédio sexual (e o escândalo de não nos escandalizarmos há mais tempo) escrevi com a certeza de ser tudo muito
  • Um ano na estrada dos tijolos amarelos
    Um ano na estrada dos tijolos amarelos
    Livros de Bolso Europa-América nº 430. Capa amarela, uma ilustração canhestra e letras vermelhas a darem-nos o título: “O Feiticeiro de Oz”. Não consigo desfazer-me das lembranças pormenorizadas que tenho deste livro, nem que quisesse. Entre os meus
  • Chover no molhado e no manda-chuva
    Chover no molhado e no manda-chuva
    Há uma semana o caso Weinstein mereceu-me notas muito breves, mais debruçadas até em questões linguísticas que chauvinistas. A leveza com que abordei o assunto não foi por achá-lo de pouca importância, nem para me escusar de ser só mais um a bater no
  • Folga ao fogo
    Folga ao fogo
    O grande tema da semana passada ainda vigora como o grande tema desta semana. É pesado, difícil, e fazemos-lhe justiça se não o alavancarmos rapidamente para fora dos nossos pensamentos. O chão ainda fumega, e as cinzas espalham-se até pelo sopro dos
  • O tom cinza de Tondela
    O tom cinza de Tondela
    Sou duma terra ardida, é o que sou. A minha proveniência é essa, um sítio que ardeu e um país que vem ardendo – este é o gerúndio que me entristece e enfurece na mesma medida. Entristece-me ser natural duma terra ardida, enfurece-me quando garantem q
  • Catalunha encravada
    Catalunha encravada
    Olá. Sou a pessoa que aqui escreve todas as semanas com excepção da transacta. O interregno forçado, logo durante o rescaldo de autárquicas portuguesas e independanças catalãs, deveu-se a eu ter sido abalroado por um vírus insuportável, uma daquelas
  • Amor patológico
    Amor patológico
    Quando me preparava para escrever um texto sobre as autárquicas, eis que a notícia duma morte me puxou violentamente a atenção. Faleceu um nonagenário notável, que não se importava de ser filmado em roupão, e que era famoso pelo casarão onde acolhia
  • Espinha enthalada
    Espinha enthalada
    Thales de Menezes é o nome a fixar. Ou então, o nome a esquecer – desde que seja aquele esquecimento rancoroso do despeito, de alguém que não merece ocupar a nossa memória (escolhemos ignorá-lo quando nos lembramos de o detestar).
  • Profissão: Duro
    Profissão: Duro
    Estamos em Setembro, o mês em que aqui me estreei. O “aqui” da última frase tanto pode ser o SAPO 24 como o plano de existência onde nos encontramos. Vim desaguar a estas crónicas semanais em Setembro de 2016, mas já me tinha afogado de vida num Sete
  • Fútilbol
    Fútilbol
    Vou falar de futebol. Aqueles que estão saturados de tal assunto, que acham desperdiçado o tempo a falar dele, ou que se enfurecem com a importância desmedida que lhe é atribuída, podem ficar por aqui mais um bocadinho; não vou contrariar-vos. Eu, qu
  • Fazer figas pelos punhos da Justiça
    Fazer figas pelos punhos da Justiça
    Já passaram 4 dias, e o assunto parece ter esmorecido com naturalidade. Talvez a matéria mais presente em relação ao “combate do século” (que em Portugal foi visto em directo por volta das 5 da manhã de domigo) esteja nas horas de sono que muitos ain
  • América proibida, Portugal furibundo
    América proibida, Portugal furibundo
    Tirando um par de vezes em que escrevi aqui sobre José Sócrates, é raro vir espreitar os comentários que os leitores deixam aos textos. A minha abstenção não se deve a sobranceria nem cobardia, só mesmo preguiça. No caso dos artigos em que visei o ex

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