• Dos grandes
    Dos grandes
    De que se faz a História de Portugal? Num país, ora à beira-mar plantado, ora à deriva (pelos vistos, nem para lugares-comuns há consenso) onde é que se faz História hoje em dia? É neste momento particular, de optimismo e celebrações, que me interess
  • É um programa sobre nada
    É um programa sobre nada
    Não sei forjar assinaturas — exceptuando a minha própria (sempre com ar falsificado quando me colocam a pressão de escrevê-la “como no B.I.”) — mas sou mestre a forjar indignações. Este parágrafo é o duma indignação forjada, uma irritação fácil de de
  • Monólogo contra o monólito
    Monólogo contra o monólito
    Não sei se os blogues ainda são relevantes, ou se foram mortos pelo Facebook (da mesma forma que o video matou a radio star, como na canção dos Buggles), mas lembro-me que há uma década ainda eram “a cena”. Fui um blogger desconhecido, embora com o p
  • 25 de Abril nunca mais
    25 de Abril nunca mais
    Hoje estamos no rescaldo do 25 de Abril, tanto o hoje específico do 26 de Abril de 2017 como o Hoje do Presente, o hoje que foram todos os dias dos últimos 43 anos.
  • Iznogoud
    Iznogoud
    O mundo está descarrilado e incerto, um pouco ao contrário das marchas militares em Pyongyang. Essas são paradas espectaculares, coreografadas ao pormenor, sincronizadas ao milímetro e ao segundo. Estava a vê-las num noticiário e a deixar-me hipnotiz
  • Os últimos serão os primeiros
    Os últimos serão os primeiros
    Tenho uma capacidade muito falsa de me surpreender com o meu país. A ruralidade, sobretudo, surpreende-me duma forma falsa. O maravilhamento é genuíno, mas a surpresa que o aumenta é falsa.
  • Recordar é viver. Não recordar também
    Recordar é viver. Não recordar também
    Isto é um espaço de opinião, mas hoje pretendo que seja um espaço de memórias. Ou, melhor, da falta delas. É que as opiniões são (por definição) subjectivas, e as memórias não deixam de sê-lo também – filtradas, revisionadas, selecionadas e (sabe-se
  • Legs-it para que te quero (?)
    Legs-it para que te quero (?)
    Havia tanto para não se dizer sobre o Brexit. É um assunto que tenho evitado, nem sei se pelo desalento se pelos contornos xaroposos do fim duma relação. Mas acho que é isto que me irrita e mantém calado sobre o assunto: a demasiada facilidade com se
  • Big Bang Berry
    Big Bang Berry
    “Roll over Beethoven and tell Tchaikovsky the news” é um refrão, é a frase mais rock ‘n’ roll de sempre e é, talvez, a maior profecia que alguma vez se acompanhou à guitarra eléctrica. “Roll over” – uma ordem que simultaneamente significa “afasta-te
  • O som clássico das figas
    O som clássico das figas
    “Português indignado” são sinónimos ou uma redundância? É lugar-comum ou é comum estar-se neste lugar? É da nossa natureza sermos indignados, ou é a natureza das coisas que assim, inevitavelmente, nos torna.
  • Um Oscar, dois Oscar, três Oscar – parte 2
    Um Oscar, dois Oscar, três Oscar – parte 2
    Não é altura de falar sobre os Oscar porque a poeira já assentou. O glitter já assentou. A vergonha alheia já migrou para qualquer outro escândalo mediático. Mas a verdade é que as grandes reacções à cerimónia de 2017 não são aquelas que, durante 3 o
  • Um Oscar, dois Oscar, três Oscar – parte 1
    Um Oscar, dois Oscar, três Oscar – parte 1
    É quarta-feira. Gostava muito de já não trazer na ponta dos dedos esta vontade de escrever sobre a última madrugada de domingo para segunda. Na verdade, eu queria mesmo era deixar de escrever de todo sobre os Oscar, porque afinal é quarta-feira e é 2
  • Smells like crónica adolescente
    Smells like crónica adolescente
    Esta semana tem-se assinalado o 50º aniversário do nascimento de Kurt Cobain. Contamos com o verbo no condicional, os 50 anos que Kurt “faria”. Os fãs deixam passar o condicional, ajuntam-se a assinalar meio século, mas no fundo sabemos que a contage
  • Clique Clique, Bang Bang
    Clique Clique, Bang Bang
    Duvido que se vá alguma vez tornar clássica a pergunta “Onde é que estavas a 19 de Dezembro de 2016?”, o que é pena, pois parcialmente saberia dar uma resposta. Não são assim tão claros os compromissos que tive nessa segunda-feira, mas é impossível e
  • Português desossado
    Português desossado
    O Acordo Ortográfico de 1990 é óptimo. Acreditem, é mesmo. É das coisas mais excitantes que aconteceram à Língua Portuguesa, não tenho a menor dúvida. É óptimo, de tão flagrante ser a sua inconsistência. É a semente chocha de vigorosos revoltados: no
  • Sem spoilers nem apostasias
    Sem spoilers nem apostasias
    Scorsese não é um Dreyer. Andrew Garfield não é um falante de português. “Silêncio” não é um Livro de Job. Portugal não é uma cidade pequena. Então porque é que eu continuo de orelhas levantadas?
  • Ad nauseam ad Nazium
    Ad nauseam ad Nazium
    Até há uns 7, 8 anos, a minha maior decepção com Donald Trump correspondia ao episódio 10 da 8ª temporada do seu concurso The Apprentice, quando o milionário me pareceu pouco interventivo, e permitiu que a jogadora de poker Annie Duke derrotasse o mú
  • Pop-pourri
    Pop-pourri
    Nunca mais é Dezembro, esse longínquo e maravilhoso mês quando a sigla TSU já andar esquecida e não estiver a concurso para palavra do ano. Nem tampouco singrarão “caranguejola” ou “traquitana” (estou a avançar palavras possíveis para designar esta i
  • Festival para gente zangada
    Festival para gente zangada
    Este relato é tão absurdo quanto real. De sábado para domingo, no espaço de 15 segundos, passei de estar sossegado – calado, mãos nos bolsos, olhos no céu - para estar a iniciar um comboio humano que não se coibiu de berrar a clássica “Mamãe eu quer
  • 10 de rajada
    10 de rajada
    O que me proponho de seguida é enumerar 10 personalidades (vivas!) de 2016. Algumas são as mais importantes, outras são as mais importantes no instante em que escrevo; de algumas gosto, outras odeio, outras avizinham-se indiferentes. E para atestar q
  • E ainda só vamos no fim
    E ainda só vamos no fim
    2016 não é para balanços, foi de abalos. Até aceito que exista alguma coisa birrenta e infantil que nos faça dizer todos os anos “este foi mau, nunca mais acaba”, mas parece-me que em 2016 afirmamo-lo com intenção. Este ano foi mau. Nunca mais acaba.
  • Sapatinho cheio
    Sapatinho cheio
    Escrever uma carta ao Pai Natal não me pareceu tarefa assim tão complicada quando mo propuseram. Só que, ao aceitar o repto, estava a ignorar um par de desafios - e não, nenhum desses é escrever a alguém em quem não acredito. Aliás, o meu historial d
  • Marlon brando, eu irritado
    Marlon brando, eu irritado
    Bernardo Bertolucci já me está a irritar e ainda só escrevi o nome dele. Pela lógica só teria um “L” antes dos dois “C” no apelido, mas obrigou-me a ir confirmar, não fosse ele arrogar-se os dois “L” de melhores cineastas italianos como Fellini ou Ro
  • Conjunções Adversativas
    Conjunções Adversativas
    Não fazia ideia, mas pelos vistos sou um patriota. Estava distraído, mas parece que sou. Afinal gosto de viver por cá, e não só nesse Portugal lindo que anda a empanturrar-se de turistas, ou a mascarar-se de paraíso em listas do Buzzfeed. Não, essa b

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