As lacunas são mencionadas num relatório, hoje divulgado, que expõe os resultados provisórios da avaliação conduzida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) às unidades de investigação científica, excluindo os laboratórios do Estado, para efeitos de financiamento para os próximos quatro anos.

Na dependência do Governo, a FCT é a principal entidade que subsidia a investigação científica em Portugal. Na avaliação estão incluídos os laboratórios agregados ou não a instituições públicas e privadas, como universidades, institutos politécnicos, fundações, associações e hospitais.

De acordo com os resultados divulgados, 296 laboratórios vão ser financiados com um total de cerca de 400 milhões de euros entre 2020 e 2023.

Trata-se ainda de resultados provisórios, uma vez que as unidades de investigação podem contestar até 31 de julho e há 12 centros que ainda não foram avaliados, por dificuldades no painel de avaliação, mas cuja avaliação a FCT promete divulgar em outubro.

O relatório preliminar hoje publicado refere no item das observações gerais, transmitidas pelos painéis de avaliação, que há "vários casos" de unidades com "lideranças pouco adequadas" e "carência de oportunidades" para a contratação de jovens investigadores e docentes para cargos permanentes, aconselhando "a correção efetiva desta lacuna".

Os avaliadores, que são uma série de peritos internacionais, criticam a "excessiva carga letiva" dos investigadores das unidades de investigação, que dão nove ou 12 horas semanais de aulas nas universidades ou institutos politécnicos aos quais estão agregados, dificultando uma "produção científica mais eficiente".

Segundo o relatório, vários painéis de avaliação recomendaram que as instituições de ensino superior "que pretendam manter unidades de investigação e desenvolvimento financiadas pela FCT devem reduzir as cargas letivas dos investigadores integrados" nessas unidades "para níveis razoáveis".

Os painéis consideram que os laboratórios necessitam de "maior apoio técnico e administrativo", para "aumentarem a sua eficiência", assinalando que as unidades que são "uma associação de investigadores e grupos de investigação com poucas ligações" deveriam "diferenciar-se em unidades de investigação e desenvolvimento distintas, com especialização e focos de atividade" diferentes.

As observações feitas serão complementadas num relatório final a publicar até ao final de 2019.

Como sugestões para avaliações futuras, o relatório preliminar recomenda a simplificação de guiões e formulários de candidatura e a manutenção das avaliações dos laboratórios científicos a cada quatro ou cinco anos.

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