Nascido em 1924, foi embaixador de Portugal nos Estados Unidos, de 1971 a 1981, tendo sido dos poucos diplomatas a manter o posto depois da queda da ditadura, após a revolução do 25 de Abril de 1974 e serviu de sinal de que não haveria mudanças mas relações de Lisboa e Washington.

E foi o próprio Mário Soares, fundador do PS e ministro dos Negócios Estrangeiros dos primeiros governos provisórios após o 25 de Abril, a pedir que essa mensagem passasse para o Departamento de Estado.

João Hall Themido foi convidado frequente do Departamento de Estado e da própria Casa Branca, com Richard Nixon e Gerald Ford, numa altura em que os Estados Unidos desconfiavam da revolução portuguesa e de uma possível tomada de poder pelos comunistas.

Depois de Washington, de que resultou um livro de memórias, “Dez anos em Washington: As verdades e os mitos nas relações luso-americanas, ”, publicado em 1995, foi destacado para a embaixada de Londres, depois de ter exercido o cargo de secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 2008, publicou outro livro, “Uma autobiografia disfarçada”.

O funeral de Hall Themido está previsto para a tarde de quinta-feira, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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