Cerca de uma dezena de técnicos e funcionários municipais, apoiados por maquinaria pesada, começaram cerca das 07:15 as operações de remoção da árvore do Páteo de Santo António. A maior parte dos trabalhos (que estiveram agendados para quarta-feira e não se realizaram devido a um protesto de ambientalistas), com corte dos dois troncos da árvore, foi cumprida ao longo da manhã, ficando para a tarde a remoção das raízes e da base da secular árvore.

A Câmara da Figueira da Foz tinha anunciado, na segunda-feira, o abate do freixo classificado - decisão sustentada em pareceres e avaliações técnicas, a última das quais recomendava o abate por "risco severo de fratura"- que mereceu a concordância do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Na altura, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, disse à Lusa que o corte da árvore, hoje cumprido, foi agendado "por questões de segurança", dada a previsão de mau tempo e o potencial risco de queda do freixo.

As operações, acompanhadas por meios da PSP, mas sem a presença de manifestantes, levaram ao corte de uma rua anexa ao Páteo de Santo António e desvio de trânsito por artérias adjacentes.

O freixo, localizado junto à igreja do antigo convento de Santo António, era uma das duas únicas árvores classificadas como de Interesse Público do município da Figueira da Foz (a que resta é um plátano com 250 anos, situado na Quinta de Foja, no nordeste do concelho).

Datado do início do século XVIII, o freixo era anterior à elevação da Figueira da Foz a cidade (1882) e mesmo a vila (1771).

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