“O alojamento e o setor do turismo tem sido muito generoso, já o foi na covid, e esperemos que agora também possamos ajudar a identificar oportunidades de alojamento, para que, de uma forma temporária, naturalmente, possamos acolher todos aqueles [refugiados da Ucrânia] que vamos receber por estes dias”, disse Rita Marques à agência Lusa.

A secretária de Estado adiantou que está a ser desenvolvido um programa de formação, em colaboração com os municípios, que “estão na linha da frente” a receber os refugiados de guerra, “sejam ucranianos ou não”, para que possam ocupar vagas de emprego no setor, que enfrenta um problema de falta de mão de obra.

“Perdemos uma parte considerável do nosso capital humano durante estes dois anos de pandemia e temos agora, necessariamente, que recuperar esse capital humano”, sublinhou Rita Marques.

Para colmatar esta falta de profissionais, foi celebrado recentemente um acordo de mobilidade com os nove países que fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que visa criar condições para acolher trabalhadores, “temporariamente, ou em períodos mais dilatados no tempo”, explicou a governante.

“Temos também desenvolvido outros esforços com outros mercados e posso dar nota, por exemplo, o mercado marroquino, ou mesmo o indiano, tentando fazer exatamente esse mesmo caminho que fizemos no CPLP, sempre não descurando as competências que esses trabalhadores devem ter para servir no setor do turismo”, referiu a secretária de Estado.

Na quinta-feira terá lugar uma reunião de ministros do Turismo da União Europeia (UE), em Dijon, no âmbito da presidência francesa do Conselho da UE, na qual Rita Marques vai participar.

Segundo a governante, será discutida a nova agenda para o setor do turismo, que identifica 27 medidas que cada Estado-membro deverá analisar e transpor para o seu contexto, onde se incluem temas como um turismo mais responsável e inclusivo.

Adicionalmente, a pandemia fará também parte dos trabalhos, no que diz respeito a harmonização das regras de viagem entre os vários Estados-membros, ainda que, apontou a governante, uma série de países tenha vindo já a “aligeirar e a restringir menos a mobilidade internacional”.

Por fim, “há um terceiro tema que é inevitável, tendo em conta os tempos que correm, que tem a ver justamente com o impacto que o conflito a leste da Europa pode ter a curto, médio e longo prazo no setor”, destacou Rita Marques.

Para a secretária de Estado, este é também um tempo de reflexão, para “todos os Estados-Membros avaliarem de que forma é que podem ajudar” as empresas e os trabalhadores, “dando conta de que a Europa continua a ser o destino mais competitivo do mundo no que toca ao turismo, pese embora o conflito armado” na Ucrânia.

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