“Para me demitir tinha de ter apresentado um pedido, uma informação ao Conselho Fiscal a dizer me demitia, só assim é que estaria consumada a minha demissão, mas eu nunca o fiz”, esclareceu Marta Soares.

O presidente da MAG, que anunciou em 17 de maio a demissão em bloco daquele órgão, explicou que não apresentou formalmente a demissão ao Conselho Fiscal por considerar que “o comandante é o último a abandonar o navio”.

“Não deixaria o Sporting sem quem tivesse a responsabilidade de consolidar as eleições, de fazer tudo o que tinha de ser feito e isso é a assembleia” que tem essa competência, assinalou Marta Soares.

O presidente da MAG ‘leonina’ lembrou que “mesmo pedindo a demissão, a mesa continua em funções até ser substituída”, pelo que o anúncio do presidente do clube, Bruno de Carvalho, de substituir a MAG e respetivo presidente por uma comissão transitória “é ilegal”.

A direção do Sporting, reunida na quinta-feira, justificou a criação da comissão transitória com base na “renúncia em bloco da MAG e da maioria dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, e por não terem sido iniciados pelos mesmos os procedimentos legais e estatutários a que estão vinculados e que permitiriam o normal funcionamento do clube e a consequente defesa dos superiores interesses" do clube.

Deste modo, decidiu aquele CD substituir os demissionários Mesa da Assembleia Geral e respetivo presidente, através da criação de uma comissão transitória da MAG, que será composta por Elsa Tiago Judas, advogada, Trindade Barros, advogado, e Yassin Nadir Nobre, empresário.

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