O lagar, “um desejo antigo”, vai permitir à Casa Santa Vitória transformar as azeitonas do seu olival e produzir os próprios azeites, que, antes, eram produzidos noutros lagares, disse à agência Lusa o presidente do Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida.

Desta forma, frisou, o lagar, “muito bem equipado e moderno”, também vai permitir “reforçar a qualidade” e “introduzir inovações” na oferta dos azeites da marca Santa Vitória, que “já estavam num patamar elevado e bastante cotados”.

O lagar está numa propriedade no concelho de Beja, com 1.620 hectares e composta por várias herdades, onde o grupo tem o hotel rural Vila Galé Clube de Campo e a Casa Santa Vitória, que produz e comercializa vinhos e azeites e tem 127 hectares de vinha e uma adega e cerca de 200 hectares de olival.

Com o lagar, a Casa Santa Vitória também “reforça a sua posição” nos setores da agricultura e do agroturismo, disse Jorge Rebelo de Almeida, explicando que o equipamento, além da função industrial de produção de azeite, também vai ter “uma função turística”.

À semelhança do que acontece com a adega, que desenvolve atividades de enoturismo, o lagar vai promover o olivoturismo, já que vai estar aberto ao público e pretende promover visitas guiadas e provas de azeite, mediante marcação prévia, e dispõe de uma sala de provas e de uma área preparada para receber grupos, eventos de empresas e demonstrações gastronómicas.

Segundo Jorge Rebelo de Almeida, o lagar, que já está a funcionar, além de transformar as azeitonas do olival e produzir os azeites da Casa Santa Vitória, vai prestar serviços a outros produtores de azeite que o queiram usar para transformar azeitona.

Na atual campanha olivícola, adiantou, o lagar deverá transformar um milhão e 100 mil quilos de azeitonas e produzir 200 mil litros de azeite só tendo em conta as azeitonas apanhadas do olival e a produção própria da Casa Santa Vitória e sem contabilizar eventuais prestações de serviços.

“Por ser extremamente mecanizado”, o lagar, que foi cofinanciado em 400 mil euros por fundos comunitários, sendo o resto assegurado por verbas do grupo, permitiu criar três novos postos de trabalho permanentes, número que poderá aumentar durante as campanhas olivícolas.

O lagar dispõe de um pátio de receção de azeitona, com uma linha de limpeza e lavagem capaz de processar 50 toneladas de azeitonas por hora, uma sala com duas linhas de extração, capazes de transformar até 10 toneladas de azeitonas por hora, uma sala com 35 depósitos circulares com capacidades entre os 5.000 e os 30.000 litros e uma linha de engarrafamento, capsulagem e rotulagem com uma cadência de 1.200 garrafas por hora.

Segundo o responsável, “as boas práticas ambientais e a sustentabilidade” são “preocupações” da Santa Vitória, referindo que o caroço de azeitona que resulta da produção de azeite no lagar serve de combustível à caldeira de aquecimento de água e as águas residuais produzidas são encaminhadas para fossas de decantação e depois aproveitadas para uso agrícola.

A produção de azeites da empresa é comercializada sob a marca Santa Vitória nos hotéis Vila Galé existentes em Portugal e no Brasil e em grandes superfícies e lojas especializadas, sendo 80% vendida em Portugal e 20% exportada, sobretudo para o Brasil, mas também para Cabo Verde e Angola, disse Jorge Rebelo de Almeida.

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