Os contentores com os carregamentos russos, bloqueados na fronteira devido à proibição de entrada de mercadorias pesadas russas em solo norueguês, foram conduzidos por transportadores noruegueses até ao porto de Tromso, e estão atualmente a caminho de Svalbard por barco, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“É positivo que se tenha encontrado uma solução para este caso”, comentou um dos seus porta-vozes, citado pela agência noticiosa AFP.

“Nunca tivemos a intenção de bloquear um carregamento (…) é importante sublinhar que existiam soluções desde o início”, sublinhou.

Na sequência das sanções adotadas por Oslo devido à invasão russa da Ucrânia, a Noruega bloqueou na fronteira um carregamento destinado aos mineiros russos de Barentsburg, uma pequena cidade de Svalbard e cuja mina de carvão é explorada pela comunidade russa.

As sanções “proíbem a entrada de empresas russas de transporte de mercadorias em território norueguês”, tinha referido à AFP a ministra dos Negócios Estrangeiros Anniken Huitfeldt, considerando que o seu país respeitava um tratado específico em Svalbard em vigor desde há um século.

Esta decisão suscitou uma imediata reação de Moscovo, que pediu a Oslo para resolver a situação “o mais rapidamente possível”, e admitindo “medidas de represálias”.

Na terça-feira, o líder da Duma (câmara baixa do parlamento russo) admitiu a eventualidade de uma rutura de um acordo de delimitação marítima com a Noruega, em resposta ao bloqueio do trânsito de mercadorias russas em direção ao arquipélago ártico.

A cerca de mil quilómetros do polo Norte, Svalbard possui o dobro da superfície da Bélgica e é por vezes considerado como o ‘calcanhar de Aquiles’ da NATO no Ártico.

Um tratado concluído em 1920 em Paris reconhece a soberania norueguesa sobre Svalbard, mas também garante aos cidadãos dos Estados signatários, hoje 46 e onde se inclui a Rússia, a liberdade de explorar os seus recursos naturais “numa situação de perfeita igualdade”.

Neste sentido, a Rússia, e anteriormente a União Soviética, extrai desde há décadas carvão nestas terras habitadas por menos de 3.000 pessoas de cerca de 50 nacionalidades.

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