Marcelo e Montenegro. Uma tomada de posse com vários avisos e recados

Gonçalo Lopes
Gonçalo Lopes

Luís Montenegro tomou esta terça-feira posse para o novo Governo de Portugal, numa cerimónia no Palácio da Ajuda, em Lisboa. Entre vários avisos, houve também recados à oposição.

Quais foram os avisos?

Esses vieram apenas do lado de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal, que fez muitas vezes questão de relembrar Luís Montenegro que a vitória diante do PS de Pedro Nuno Santos foi demasiado curta.

“O tempo é muito longo na teoria, mas na prática é curto para todos os desafios que se avizinham", começou por avisar Marcelo, lançando depois outros ao novo Primeiro-Ministro, em vários panoramas.

A breve prazo: "o tempo é pouco para várias áreas, como a saúde, educação, habitação, novo aeroporto".

O apoio político: "é importante saber com o que conta, posso dizer que conta com o apoio solidário e cooperante do Presidente da República, mas não conta com o apoio maioritário da AR.

Economia: "Não devemos criar problemas onde não existem, tem de haver consenso sobre a necessidade de crescimento económico".

A nível internacional:  “O mundo está pior em 2024 do que em 2023, e pode piorar, dependendo da influência das eleições norte-americanas”.

E quais foram os recados?

O primeiro a enviá-los foi também Marcelo Rebelo de Sousa, tanto à oposição, como ao próprio Montenegro, referindo que "o diálogo tem de ser mais aturado e muito mais exigente. Para decisões como reformas estruturais ou OE, essa exigência é ainda de mais largo fôlego”.

"É preciso diálogo. Tem o apoio popular que lhe deu a vitória e pode ir em busca de outro, pois estou convencido que pelo trabalho que faz merece esse apoio”.

Luís Montenegro, esse, foi mais longe e diz que não chega a este Governo a prazo, pressionando o PS a dizer ao que vem.

"Não rejeitar o Programa do Governo no Parlamento não significa apenas permitir o início da ação governativa. Significa permitir a sua execução até ao final do mandato ou, no limite, até à aprovação de uma moção de censura. Não rejeitar o Programa do Governo com certeza que não significa um cheque em branco, mas também não pode significar um cheque sem cobertura. O Partido Socialista, que governou 22 dos últimos 28 anos, apesar da sua legitimidade em se constituir como fiscalizador da ação do Governo e em Alternativa futura, que compreendemos com total respeito democrático, deve ser claro e autêntico quanto à atitude que vai tomar: ser oposição democrática ou ser bloqueio democrático.”

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