Como te chamas e o que fazias antes de seres empreendedor?

Chamo-me Hugo Oliveira e antes de ser empreendedor era estudante.

Como é que a tua startup vai mudar o mundo?

A Indie Campers já está a mudar o mundo e isso é visível precisamente no dinamismo das viagens que os nossos clientes realizam. Decidimos investir na tecnologia associada ao turismo, ligando cidades, aumentando a mobilidade e trazendo o turismo a zonas remotas. Para isso, apresentámos um novo produto aliado a um serviço personalizado. No futuro, graças à cultura da empresa e às pessoas que a compõem, não tenho a menor dúvida de que iremos estar presentes em todo o mundo.

Já pagas o teu salário?

Com certeza. Pago o meu e o de mais 30 pessoas.

Quantas horas trabalhas por dia?

Inicialmente, muito mais. Neste momento, trabalho menos horas. Cerca de 12h diárias. Contudo, a quantidade de horas é irrelevante quando se fala de qualidade e produtividade de trabalho.

O que deixaste de fazer para ser um empreendedor com sucesso?

Não posso ainda dizer que sou um empreendedor de sucesso. Felizmente, sempre foi esta a vida que pretendi para mim e nada tem fugido aos meus planos pessoais, pelo que não deixei de fazer nada que me fizesse feliz. Antes pelo contrário, neste momento estou a fazer precisamente aquilo que me faz e torna feliz. Para mim foi um privilégio enorme ter tido a oportunidade e as condições para criar a Indie Campers ao lado de pessoas incríveis.

O que passaste a fazer para ser um empreendedor de sucesso?

Como disse anteriormente, não posso ainda dizer que seja um empreendedor de sucesso. A minha estratégia resume-se ao foco, à aprendizagem, ao trabalho árduo e à experimentação, sendo esta última essencial pois só cometendo erros e testando limites é que podemos ganhar noção do melhor caminho a percorrer.

Ter uma startup está na moda ou o mundo está mesmo a mudar?

Sempre houve jovens empresas na história dos negócios, assim sendo creio que, neste caso, a moda seja chamar-lhes startups. Claro que as conjunturas estão a mudar e penso que a maior mudança, mais interessante e com possível maior impacto em Portugal, é o facto de estas novas empresas estarem a renovar procedimentos, a incluir tecnologia nos seus serviços e produtos e, acima de tudo, estarem a desenhar modelos de negócio internacionais e altamente escaláveis. Vejo esta mudança como o principal modo de aumentar a riqueza do país e o rendimento médio de cada trabalhador.

Se fosses patrão de uma grande empresa, o que dizias a ti próprio para te convencer a trabalhar nessa empresa em vez de uma startup?

Trabalhar numa grande empresa e numa startup são desafios diferentes. Se formos a ver, o tamanho da empresa não diz nada por si. A cultura de startup pode existir numa multinacional e não existir numa empresa de 5 pessoas. Tem a ver com a abordagem, escalabilidade, inovação e com o modo de gestão em conjunto com os colaboradores da empresa, sendo que este pode ser mais colaborativo, ou não.

Qual é o teu ídolo dos negócios ou da tecnologia?

Sem dúvida Google e Airbnb.

És vegan, fazes meditação ou apenas vês televisão e passeias o cão ao fim do dia?

É uma pergunta engraçada, pois nada do que enumeras se aplica à minha pessoa!

 Numa só frase, o que dirias - mesmo - num elevador para convencer alguém a investir na tua empresa?

Vejo o investimento como um processo de decisão mútua e ninguém, de ambas as partes, deve ser convencido. Se essa situação se viesse a verificar, quanto muito tentaria uma abordagem que chamasse à atenção. Possivelmente, diria que se estivessem interessados em investir num negócio líder na Europa que se autofinancia, que tem a maturidade de Ebitda de uma grande empresa (acima dos 50%), crescimento de uma startup (acima de 300%) e cujos clientes em 70% estão a experimentar os serviços pela primeira vez, sendo que 95% classificam a experiência com 5 estrelas, e que tenho a equipa mais irreverente, jovem, qualificada e com todo o potencial para escalar o negócio, poderíamos marcar uma reunião.

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