Coube a Filomena Cautela as primeiras palavras da Web Summit 2020 - em vídeo, gravado e minutos antes da cerimónia oficial de abertura contar com António Costa, Fernando Medina e Paddy Cosgrave.

Filomena Cautela

O CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave, apresentou-se desta vez num cenário diferente, em São Bento, onde deu as boas vindas ao orador seguinte - que como disse, dispensava apresentações: António Costa.

O primeiro-ministro reivindicou o "poder de ter pessoas juntas" como algo que mantém a Web Summit como um momento importante, mesmo que à distância e sublinhou que “2020 é um ano marcado pela pandemia da Covid-19. Mas não é só sobre a pandemia. Este é o ano em que Portugal salta para a liga de campeões da inovação”.

Na sua intervenção, António Costa destacou que, apesar da pandemia, em 2020 "Portugal conseguiu atrair 23 projetos de investimento, 18 dos quais durante a pandemia". Assinalou também o crescimento de 14% no número de estudantes em engenharia e tecnologias de informação e recordou que a OCDE apontou o país como aquele que teve mais soluções a endereçar a covid-19.

A fechar, o primeiro-ministro afirmou que a inovação e a digitalização serão as prioridades da presidência portuguesa que tem início em Janeiro e passou a palavra ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa: “Fernando, a palavra é tua”.

Fernando Medina foi breve, saudou a realização do evento - “não estamos juntos fisicamente em Lisboa, o mais importante é que a Web Summit está on porque mais do que nunca, precisamos de eventos como este”.

"O que é ilegal offline deve ser ilegal online"

Mas o discurso mais político da sessão de abertura aconteceria fora de Portugal e pelas palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Começando por se afirmar uma "otimista" no que respeita à tecnologia - "a tecnologia salva vidas", afirmou, exemplificando com o diagnóstico do cancro e com o desenvolvimento de vacinas - Ursula von der Leyen listou as prioridades da UE em matéria de inovação de transformação digital. Afirmou que a Europa tem por objetivo tornar-se líder global no digital mas que por ora ainda "luta numa categoria abaixo do seu peso". Ainda assim, a presidente da Comissão Europeia acredita que a pandemia atuou como um "catalisador de mudança".

A frase forte da intervenção surgiria, porém, a propósito da forma como a União Europeia se propõe atuar em matéria de direitos e deveres na esfera digital. "O que é ilegal offline deve ser ilegal online", afirmou, dando como exemplo o discurso de ódio. "Conteúdo ilegal deve ser notificado e retirado", acrescentou, sublinhando que não se trata de restringir liberdade de expressão mas sim de aplicar as mesmas regras de regem a vida em sociedade fora da internet.

Ao nível empresarial, Ursula von der Leyen declarou o empenho da Europa em garantir regras comuns no mercado digital para todas as companhias, independentemente do país de origem, assegurando condições iguais de concorrência. E deixou uma mensagem às plataformas digitais globais - a maioria delas presente na Web Summit - dizendo que não podem ser "o novo leviatã".

A fechar, a presidente da Comissão Europeia elogiou o evento, afirmando que "a Web Summit é um orgulho europeu".

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