O chefe de Estado ia deslocar-se para a ilha da Madeira num avião da Força Aérea Portuguesa, mas acabou por cancelar a partida imediata.

Em declarações no exterior do Palácio de Belém, em Lisboa, em direto para o Telejornal da RTP, o chefe de Estado disse que era sua intenção viajar de imediato para o Funchal, num avião da Força Aérea Portuguesa, "mas surgiu uma prioridade" que o levou a adiar a deslocação.

"Eu fui muito sensível a essa prioridade, que é a necessidade de os aviões, nomeadamente o avião que ia utilizar da Força Aérea Portuguesa, poder ser utilizado para transportar feridos. E sendo necessários os dois, isso tem prioridade. É muito mais importante haver o acorrer aos feridos do que o Presidente partir hoje", justificou.

"Portanto, irei, mas não irei imediatamente, porque há essa prioridade", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Pelo menos 28 pessoas morreram no acidente com um autocarro turístico ocorrido hoje em Santa Cruz, na Madeira, disse à Lusa o presidente do município, Filipe Sousa. Segundo o autarca, as vítimas mortais são 11 homens e 17 mulheres. No autocarro seguiam 51 pessoas, tendo 22 delas sido transportadas para o hospital com ferimentos de várias gravidades.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma nota de pesar e solidariedade, sobretudo para as vítimas e seus familiares neste "momento trágico".

O Presidente da República adiantou que irá falar com o seu Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, na quinta-feira.

"Amanhã [quinta-feira] mesmo tinha aprazado uma conversa com o Presidente alemão. Aproveitarei para lhe apresentar o pesar do povo português pelo sucedido", disse o chefe de Estado.

O Presidente da República manifestou também "solidariedade em relação ao povo madeirense, às suas autoridades em geral, mas ao povo madeirense" e deixou "uma palavra de apoio àqueles que têm trabalhado para enfrentar esta situação" e "uma palavra dirigida ao futuro".

"Este é um momento muito difícil, um momento de pesar, mas é um momento também de se olhar para o futuro da Madeira, e olhar para o futuro das relações da Madeira, que é uma região autónoma aberta a todo o mundo, com esse outro mundo", considerou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "aquilo que aconteceu e que cala fundo no coração de todos os portugueses não pode de algum modo ensombrar aquilo que tem sido o contributo da Madeira nessa abertura ao mundo".

Entre as vítimas mortais há “vários cidadãos estrangeiros”, segundo o Governo Regional.

No autocarro seguiam 51 pessoas, tendo 22 delas sido transportadas para o hospital com ferimentos de várias gravidades.

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