O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de Geraldo Alckmin, escolheu não sugerir nenhuma escolha para a segunda volta das eleições brasileiras.

O PSDB "decidiu liberar os seus militantes e seus líderes para que decidam", disse na saída de uma reunião em Brasília o ex-candidato à presidência brasileira Geraldo Alckmin, que obteve 4,76% dos votos na primeira volta deste domingo, 7 de outubro.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), um dos fundadores do partido, não esteve presente no encontro. Na véspera, disse ao jornal ‘O Globo’ que nenhum dos dois candidatos lhe agrada, mas que Bolsonaro está fora de questão, explica a agência France-Presse.

A posição não é unânime, já que o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, declarou publicamente o seu apoio a Jair Bolsonaro, na segunda volta das eleições presidenciais.

"Eu não sou o presidente do partido. Sou João Doria. E, como João Doria, anuncio o meu apoio a Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad, fantoche de Lula", disse, no domingo, o candidato, que recebeu mais de seis milhões de votos para o governo de São Paulo e ficou apurado para a segunda volta.

Esta é a primeira vez que o PSDB fica fora da luta pela presidência desde 1994, além de ter visto nessas eleições a sua bancada na Câmara dos Deputados cair de 54 para 29 deputados.

O partido junta-se assim às formações Novo e Partido Progressista (PP), que também já anunciaram não apoiar quaisquer candidatos no “segundo turno” das presidenciais, marcado para o próximo dia 28 de outubro.

O PP, que terá a terceira maior bancada na Câmara de Deputados renovada, declarou-se neutro, mas a senadora Ana Amélia Lemos, que foi candidata a vice na lista liderada por Alckmin, pediu apoio para Bolsonaro.

O Partido Novo, do candidato João Amoedo (2,50% de votos), também apostará na neutralidade, embora tenha deixado claro que é "absolutamente contrário" ao PT de Haddad.

A campanha presidencial subiu de tom depois de o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, chamar “canalha" ao adversário, Fernando Haddad, do PT.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) ainda pediu nesta terça-feira a formação de uma "frente democrática" contra Bolsonaro, mas teve pouco eco.

A ex-candidata e líder ambientalista Marina Silva (que teve 1% dos votos) disse no domingo que fará oposição a qualquer um que for eleito presidente, mas o seu partido, o Rede Sustentabilidade, ainda discute o posicionamento.

Haddad já recebeu o apoio de Guilherme Boulos, candidato à Presidência pelo PSOL (0,58% dos votos), e do PSB para travar a chegada ao poder de um admirador da ditadura militar.

Mas o principal apoio de Haddad deverá ser Ciro Gomes (12,47%), do PDT, que no domingo disse que a sua prioridade será "lutar pela democracia e contra o fascismo", antes de salientar, "Ele não!", em alusão ao lema criado pelo movimento feminista contra Bolsonaro.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, venceu as eleições presidenciais brasileiras deste domingo, com 46,7% dos votos, seguido de Fernando Haddad (PT), com 28,37%, resultado que ditou a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos, já que nenhum obteve mais de 50%.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil fica assim adiada para 28 de outubro.

Neste domingo, 147 milhões de brasileiros foram às urnas para escolher um novo Presidente, membros do parlamento (Câmara dos Deputados e Senado), além de governadores e legisladores regionais em todo o país.

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